[[legacy_image_131560]] A partir de 1º de janeiro, regras para o empréstimo com desconto em folha voltam a sofrer alterações. Aposentados e pensionistas só poderão usar 35% do benefício na hora de contratar um empréstimo consignado, sendo 30% para o consignado tradicional e os 5% para despesas ou saque por meio do cartão de crédito. A redução do percentual - hoje é de 40% - ocorre devido ao fim da flexibilização adotada pelo Governo Federal em função da pandemia da covid-19. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A medida entrou em vigor em abril deste ano e tem validade até 31 de dezembro. Vale lembrar que os 5% a mais autorizados na época, via Medida Provisória (MP), deveriam ser destinados apenas ao saque ou pagamento da fatura do cartão de crédito. Sem carência Além disso, a carência de 120 dias para o início do pagamento também será encerrada. A MP também autorizava segurados do INSS terem nove contratos simultâneos, respeitando a margem consignável. O limite anterior era de seis. Na área da Gerência Santos, que abrange Baixada Santista e Vale do Ribeira, 227.982 aposentadorias e 94.112 pensionistas têm um empréstimo do tipo, de acordo com a última folha de pagamento do INSS. Cuidados O consignado é considerado a linha de crédito mais indicada para quem está com a corda no pescoço. A explicação é simples: os juros da operação é de, no máximo, 1,8% ao mês na modalidade tradicional. Isso acontece porque o desconto mensal do financiamento é feito direto no holerite, o que traz um risco de inadimplência praticamente zero para as instituições financeiras. Em outras linhas, como o crédito pessoal, a taxa pode chegar até 22,07%, dependendo do banco e do perfil do cliente. Mas, nem por isso, é recomendado pegar dinheiro em banco ou financeira sem um motivo muito importante, avisam os especialistas. Você vai correr risco de se enrolar e sua dívida virar uma bola de neve, porque o holerite vai encolher com o desconto da parcela. “É para usar em caso de muita necessidade, porque o aposentado pode ter problemas lá para a frente. A parcela virá descontada no benefício e a pessoa terá de se virar nos trinta para sobreviver com o restante da aposentadoria”, alerta o diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira. O administrador financeiro e professor da Unimes, Márcio Colmenero, afirma que o empréstimo com desconto em folha só é bom negócio se for para trocar uma dívida com taxa mais elevada por outra com juros menores. “Se ele tem dívida no cartão de crédito pode ser um negócio porque os juros do cartão são altos. O problema é que os idosos ouvem falar que as taxas são baixas e acabam contratando o empréstimo sem necessidade e acabam se endividando”.