[[legacy_image_69883]] Mesmo após alterações para melhorar o fluxo de tráfego perto do embarque das balsas na Ponta da Praia, em Santos, motoristas e moradores seguem reclamando. Sinalização ineficiente e confusão na entrada preferencial são as principais falhas apontadas. Fernando Maia, morador do bairro, de 63 anos, aposentado, fazia compras de bicicleta por ali nesta sexta-feira (21). Diz que não sai mais com o carro e evita ir para Guarujá. “Cansei. Ficou pior. E olha que não é só no horário de pico. Um dia vim de carro e passei direto do retorno. Você acredita que a placa (luminosa) que diz que para sair no Canal 7 fica no Canal 7 e é deficiente? Tem um monte de informação. Quando vi, era outra frase e passei direto” conta ele. De fato, o letreiro luminoso instalado na avenida da praia, na esquina com o Canal 7, tem cinco telas que vão mudando. Nenhuma informa sobre o acesso a quem tem hora marcada. Uma avisa: “Dersa informa”; a segunda diz: “somente acesso para a balsa”; a terceira alerta: “embarque preferencial e motos à esquerda”; a quarta chama para a Campanha do Agasalho 2019 e a última fala da cobrança. Menos de 100 metros antes, outra placa verde orienta sobre quem deve seguir em frente ou virar à esquerda. Atrapalha Richard Patellis Morais, de 44 anos, motorista de aplicativo conta que se atrapalhou com a placa verde que fica muito perto de uma árvore. “Também já passei”, contou. Já mais perto do embarque, perto da Rua Rei Alberto I, o problema é outro, como explica Jaime Salles, de 62 anos, aposentado. “Antes o embarque preferencial era mais longe, onde estão as motos. Mudou, ganhou mais espaço, mas mais gente passou a usar. Quando enche, quem vem pela Avenida Portuária fura a fila e vira bagunça”, conta ele, sobre quem chega pelo sentido inverso e fecha o cruzamento. Pontos de ônibus Paulo Freitas, de 54 anos, taxista que para ali todos os dias acha que o problema poderia ser minimizado se a Prefeitura desativasse temporariamente dois pontos de ônibus que ficam no acesso à fila e três pontos finais da Rua Rei Alberto I. “Porque, pensa: quando enche, a fila é feita do lado direito. Só que na direita, os ônibus precisam entrar e sair. Como o ônibus estaciona se tem um monte de carro parado? É um caos que sempre dá briga. Ainda bem que em Santos taxista não tem ponto fixo, senão a gente morria de fome. Do Canal 7 para cá fica tudo parado”, relata. Explicação A Companhia de Engenharia de Tráfego de Santos (CET-Santos) conhece os problemas de tráfego gerados na Ponta da Praia mas acredita que enquanto não houver mais embarcações para a travessia, tráfego não tem como melhorar. No último dia 7 A Tribuna já tinha publicado reportagemcom as explicações da CET-Santos. Lá se explicava que o bolsãode acesso à fila preferencialpassou da capacidade de oitopara 45 veículos A promessa é de que, com a reforma da Ponta da Praia, esse espaço possa abrigar129 carros. Haverá também a construção de um mini terminal no local, para minimizar os problemas com os ônibus. O projeto completo da Nova Ponta da Praia tem estimativa de entrega para julho de 2020, segundo a Administração Municipal. Resposta Procurada, a Dersa disse que já deslocou um funcionário para evitar o problema detectado na Avenida Mario Covas. Já a entrada da fila preferencial era na Praça Almirante Gago Coutinho, onde hoje é feito o embarque e desembarque das motos, porém a Companhia de Engenharia de Tráfego de Santos (CET-Santos) reivindicou que houvesse a alteração, pelo fato de congestionar o ponto de ônibus em frente ao Mercado de Peixe. Sobre as placas, a Dersa diz que a responsabilidade da CET-Santos – que diz o contrário. Quanto às placas luminosas, a Dersa diz que vai analisar a viabilidade de alteração. Por nota, a empresa complementa que “os painéis móveis variáveis deixaram de ter mensagens institucionais e concentram agora apenas informações sobre as balsas em Santos/Guarujá”. Porém, nesta sexta-feira (21) a Reportagem esteve no local e constatou que ocorre o oposto. Aviso A Dersa informa que devido à previsão de nevoeiros no final de semana é possível que as travessias sofram lentidão e até paralisações, se necessário.