[[legacy_image_256836]] Quatro das nove cidades da Baixada Santista estão entre as melhores do Brasil para empreender e que contam com maior capital humano. Santos, Praia Grande, Guarujá e São Vicente entraram para o Índice de Cidades Empreendedoras (ICE) de 2023, pesquisa produzida anualmente pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) do Governo e que considera os 101 municípios mais populosos do País. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! No ranking das mais empreendedoras, Santos aparece em 52º, Praia Grande em 54º, Guarujá em 77º e São Vicente em 100º. São Paulo é a primeira, conforme A Tribuna publicou nesta terça-feira (28). Na lista das melhores em capital humano, Santos está em 20º, Praia Grande em 21º, Guarujá em 70º e São Vicente em 83º. A líder na primeira característica é São Paulo. Nesta modalidade, quem lidera é Florianópolis (SC). Segundo a coordenadora-geral substituta de Pesquisa da Enap. Kamyle Medina, na modalidade das cidades mais empreendedoras, Praia Grande subiu duas posições em relação ao ano passado (de 56ª para 54ª), enquanto a subida mais expressiva foi a de Guarujá (de 83ª para 77ª). EmpreendedorasEm Praia Grande, no quesito tributação, segundo Medina, foi observada melhora na qualidade da gestão fiscal, além de aumento do PIB, das compras públicas, do número de operações de crédito e da quantidade de capital poupado per capita. “Esses itens melhoram as condições da cidade no que chamamos de acesso a capital. Além disso, no pilar inovação houve aumento dos valores de contratos de concessão”, explica a coordenadora-geral. Em Guarujá houve redução na taxa de congestionamento em tribunais e melhora na qualidade da gestão fiscal, o que impacta positivamente, de acordo com Medina, o pilar “ambiente regulatório”. De acordo coma coordenadora, no pilar infraestrutura, houve melhora de Guarujá no acesso à internet rápida. O aumento do PIB per capita municipal (valores de 2019), das compras públicas, das operações de crédito e do capital poupado per capita - acompanhados do crescimento da proporção de funcionários em Ciência & Tecnologia, dos contratos de concessão e do aumento do tamanho das empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação também colaboraram para o avanço do município, conforme ela. Santos teve queda nos pilares de tempo de processos, na proporção de mestres e doutores em Ciência & Tecnologia e na cultura empreendedora, que é referente ao interesse dos cidadãos pelos termos ligados ao empreendedorismo em mecanismos de busca na internet. São Vicente apresentou redução do PIB per capita e do tamanho da indústria inovadora. “Contudo, as quedas nos indicadores nos dois municípios foram discretas. Isso demonstra que a queda de posições de Santos e São Vicente ocorreu por consequência da melhora dos demais municípios no índice, e não do mau desempenho”, observa a coordenadora-geral. AltaNo componente capital humano, São Vicente, Guarujá e Praia Grande tiveram aumento na proporção de adultos com, pelo menos, o Ensino Médio completo. As três cidades e Santos apresentaram alta expressiva na taxa líquida de matrícula do Ensino Médio. “Esse é um bom indicador de retomada na área da educação básica de adultos desses municípios já no segundo ano de pandemia, considerando que a maioria desses dados é de 2021”, analisa a coordenadora-geral substituta de Pesquisa da Enap, Kamyle Medina. Medina, entretanto, lembra que os quatro municípios tiveram queda no ranking de capital humano, mesmo apresentando melhora em alguns indicadores e mantendo a constância em outras variáveis analisadas. “Isso, novamente, pode ser explicado não por um mau desempenho dos municípios da Baixada Santista, mas por um desempenho superior dos demais municípios analisados no índice”, afirma a coordenadora-geral. “Para que um município suba, não basta melhorar seus indicadores, mas também é necessário melhorar mais que os outros. Por isso, precisamos analisar cuidadosamente as mudanças de posição dos municípios”, conclui.