[[legacy_image_99916]] Morreu nesta segunda-feira (6), aos 64 anos, o radialista Altamir Rabelo. Há mais de 6 anos ele lutava contra um câncer. O velório acontece na Memorial Necrópole Ecumênica, nesta terça-feira (7), entre 8h e 11h. Rabelo deixa a esposa Dora e os filhos Carolina, Luciano e Eduardo, além de diversos amigos ao longo dos mais de 50 anos atuando no rádio santista. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Apesar do tratamento contra a doença, Altamir trabalhava em home office desde o início da pandemia, em março de 2020, na rádio Saudade FM. "Estávamos juntos desde 1978 e, quando o projeto da rádio nasceu em 2007, ele foi a primeira pessoa que eu trouxe para iniciar tudo. Estava comigo até hoje", revela, emocionado, o diretor da emissora, Marco Aurélio Vieira. No meio do rádio ele era um profissional respeitado por sua capacidade e conhecimento musical. E, além da admiração dos colegas, cativava os ouvintes pela forma carinhosa como os tratava. "Altamir era um profissional extremamente dedicado. Sabe aquela pessoa que faz com amor, que se dedica e cuida? Esse era ele trabalhando", diz Áurea Faria, que trabalhou com o radialista. "Uma de suas características mais marcantes, para mim, é sua lealdade com amigos, e sua alegria. É assim que me lembrarei dele", completa. O radialista Ricardo Santos foi outro a prestar homenagem. "Eu o conheço desde 1982 (tinha 13 anos e o acompanhava em uma rádio da cidade). Em 1985 passei a ser seu assistente e dividíamos a programação musical. Ano que vem faria 40 anos que eu o conhecia. Tatá foi um grande professor. Sempre com um sorriso, um coração generoso e muita história pra contar", lembrou. Evandro Rampazo, diretor de rádio, se comoveu com a notícia. "Comecei no rádio há 32 anos e trabalhei com Altamir boa parte disso, de 1990 a 2006. Uma figura fantástica: amigo, brincalhão, extrovertido e bom pai. Recebi a notícia com muita tristeza. Ele tinha um olhar de criança, uma pessoa querida por todos. É uma perda enorme. Meus sentimentos à esposa e filhos. Tenho e sempre terei carinho eterno por ele", diz. EngraçadoBeto Zarif, também afastado do rádio, trabalhou com Rabelo por mais de uma década. "Tenho uma história engraçada e é assim que quero me lembrar dele. Fomos jogar tênis em duplas, eu e Lulinha de um lado, Altamir e Torquato do outro. O Altamir, como era grande, ficou na frente da rede e nós não conseguimos passar uma bola sequer. O apelidamos de Homem Polvo. Sempre que nos lembrávamos disso ríamos muito". Zarif completa: "O Altamir era um irmão que eu não tive e também acredito que ele me considerava como tal. Fui seu Padrinho de casamento e ele foi o meu. Uma pessoa extremamente generosa e totalmente do bem. Perdemos não só um colega de profissão mas um ser humano como poucos". Pego de surpresaCleber Celino, afastado do rádio há vários anos, trabalhou com 'Rabelão' como ele o chamou por cerca de13 anos. "Fui pego de surpresa com a notícia hoje e isso me chocou. O rádio da baixada fica com um buraco enorme. Ele fará uma falta gigantesca. Além do profissional incrível e generoso, ele tinha bom humor para tudo e muita humildade", conta. A última conversa que Celino teve com Rabelo ficará marcada: "Ele me dizia de como estava feliz pelo direcionamento dos filhos e de como se orgulhava deles. Se sentia feliz", revela. HistóriaAltamir Rabelo nasceu no Paraná (PR) e começou a carreira na rádio Cultura de Paranavaí, como operador de áudio. De lá, veio para Santos, no início dos anos 1970. Demonstrando profundo conhecimento musical, passou à programação. Trabalhou nas rádios Cultura, Guarujá e, atualmente, estava na Saudade FM.