[[legacy_image_276877]] Os secretários de Saúde de Santos, Adriano Catapreta, e de Praia Grande, Cleber Suckow Nogueira, falaram sobre a baixa procura pela vacina bivalente nas duas cidades e abordam a importância do trabalho integrado das cidades durante a pandemia e a cultura do uso de máscaras. Santos só vacinou quase 30% da população, enquanto Praia Grande menos ainda, 15%. Por que essa baixa procura na imunização?Catapreta: Na verdade, nós vacinamos muito bem a primeira, a segunda dose, chegamos a 95% da taxa de vacinação, o que é muito expressivo. A terceira já caiu para em torno de 75%. Mas o que está acontecendo, na verdade, é que as pessoas estão vendo que a covid passou. Por isso, não estão procurando a vacinação.Suckow: Não é falta de acesso. Porque nós estruturamos todos os serviços. Em Praia Grande, funcionam aos finais de semana e feriados. Houve aquele boom no início, onde todos foram procurar a primeira e segunda doses. Depois, houve um relaxamento. Mas reforçamos a necessidade da imunização. Este é o melhor remédio para a covid. Evitou um colapso maior. E a gente viu uma mudança de comportamento para todas as vacinas, contra outras doenças. O Brasil sempre foi uma referência na cobertura vacinal e tem pessoas que não procuram as vacinas para doenças como pólio, HPV. Por que isso?Catapreta: Na verdade, no início, as pessoas tinham muito medo de vacina. E era até compreensível, embora não tivesse fundamento. As vacinas se mostraram extremamente eficazes, com uma taxa de complicação mínima. Aqui em Santos, a gente não teve nenhum caso grave. As vacinas são extremamente seguras. Agora, as pessoas têm que voltar a se vacinar, porque a gente não sabe a evolução da covid.Suckow: Optamos por não fazer a vacinação dentro das unidades de saúde, até para que a gente não tivesse problemas na rotina da unidade. Temos 30 Usafas, e a gente optou por deixar aquele atendimento para pessoas com síndromes mais leves, respiratórias, e a vacinação ficou em polos exclusivos. Depois que deu uma normalizada, a gente passou para todas as unidades. Vejo que o SUS está dando um exemplo para muitos países, inclusive desenvolvidos. Vocês ocuparam a pasta da saúde no pior momento, que foi o da pandemia. Qual foi o maior desafio?Catapreta: Nosso desafio maior era o de dar assistência, não deixar nenhum munícipe sem assistência. Em Santos, a gente conseguiu isso, Praia Grande também. A gente trabalhou muito em equipe. Em Santos, foi montada uma comissão não apenas da saúde. Todas as áreas da Prefeitura participaram.Suckow: Tivemos essa rede integrada e, enquanto víamos a questão de falta de leitos em algumas regiões, ampliamos também, e usamos a rede de atenção primária também para atender. Sobre máscara: qual a orientação? Ainda é algo importante?Catapreta: Aqui em Santos, a gente já retirou a obrigatoriedade de máscaras. E a gente viu que não teve aumento nenhum nos casos de covid. Então, a gente, hoje, tem uma segurança de poder tirar a máscara.Suckow: Em Praia Grande não é mais obrigatório, mas é recomendável, principalmente em unidades de saúde. Não transmite doenças para os profissionais que estão ali no dia a dia.