[[legacy_image_336155]] Municípios vizinhos, problemas em comum. Duas escolas - uma em São Vicente e outra em Praia Grande- têm gerado queixas de mães de alunos sobre o estado de conservação dos imóveis. Em comum, mofo, goteiras e falta de reparos em parquinhos utilizados pelas crianças. E a sensação de que os pequenos voltaram às aulas em ambientes nada convidativos. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Em São Vicente, a queixa recai sobre a Unidade Educacional Clemente Pereira, no bairro Vila Cascatinha. A recepcionista Mariane Oliveira Viana, de 32 anos, tem um filho de três, que sofre de asma. “A estrutura do local está com infiltrações nas paredes, mofo e goteiras, tendo em vista também que está totalmente sem pintura. Desde o ano passado que peço uma resposta da diretora da escola, mas infelizmente ela não pode tirar do próprio bolso pra arcar com a reforma”, conta. Algo parecido acontece na escola Oswaldo Justo, no bairro Mirim, em Praia Grande. Na unidade, mesmo o parquinho, de grande importância para o desenvolvimento dos pequenos, seria mais fonte de decepção do que alegria para a criançada. “As crianças menores já estavam sem o parque desde outubro, e várias goteiras pela escola. As aulas voltaram e nada melhorou. O descaso com o parquinho chateia, porque especialmente nas turmas de 2 a 4 anos, como o caso do meu filho, as crianças são obrigadas a ficar trancadas em sala de aula, com calor e sem atividades ao ar livre”, aponta a professora de Educação Física Elisabete Mendes Andrello. Ela afirma que já procurou a direção e até protocolou reclamação junto à Ouvidoria Municipal, sem sucesso. “A diretora diz que (os reparos não foram feitos) é por conta das chuvas. Mas já se foram mais de 4 meses. Tivemos semanas inteiras de sol, e nada”, acrescenta. RespostasSobre a UE Clemente Pereira, a Prefeitura de São Vicente informa, por meio da Secretaria da Educação (Seduc), que “a escola está no cronograma do plano de recuperação estrutural, que vem sendo realizado em todas as escolas municipais” e que “(...) a recuperação do telhado da UE já estava na programação, mas devido às chuvas recentes não foi possível iniciar os serviços, que começam tão logo as condições meteorológicas permitam”. De acordo com a Prefeitura de Praia Grande, em nota, "o Departamento de Obras da Educação foi, na última sexta-feira (16) à EM Oswaldo Justo para executar a manutenção necessária no local".