[[legacy_image_336219]] Manter a carga em segurança até o seu destino é uma das principais preocupações das empresas instaladas no Polo Industrial de Cubatão. No entanto, o planejamento estratégico de prevenção e combate à criminalidade não fica restrita apenas ao lado de fora. É preciso gerir riscos e garantir a integridade física dos colaboradores também “dentro de casa”. Pensando nisso, as organizações contam com ferramentas consideradas essenciais para evitar perdas patrimoniais, que causam prejuízos e podem impedir, até mesmo, a continuidade do trabalho. E com os constantes avanços tecnológicos, não faltam ferramentas capazes, inclusive, do acionamento imediato dos órgãos de segurança. “Em Cubatão, os sistemas de segurança patrimonial das indústrias estão integrados através de rádios de comunicação que utilizam equipamentos e faixa exclusiva, interligando representantes das empresas, da Polícia Militar, da Polícia Militar Rodoviária e da Guarda Municipal do município”, afirmou o diretor executivo do Centro de Desenvolvimento e Integração (Cide), Ricardo Salgado. Segundo ele, todas as companhias do Polo investem no desenvolvimento de tecnologias em segurança patrimonial, visando proteger os seus colaboradores, assim como equipamentos e processos produtivos. Os rádios, conforme apurou A Tribuna, costumam ser um dos sistemas mais eficientes quando se trata da segurança preventiva das empresas, uma vez que promovem uma comunicação clara mesmo em locais remotos, permitindo a troca de informações a uma distância de até 60 quilômetros. Além disso, possuem estabilidade de sinal, equipamentos mais resistentes e maior produtividade. “A implantação desses sistemas de prevenção em segurança patrimonial e a interligação da comunicação auxiliam permanentemente nas ações desencadeadas para prevenir e atender ocorrências no polo”, completou Salgado. As observações do diretor foram enfatizadas pelo gerente regional do Ciesp Cubatão, Omar Silva Júnior, que lembrou do assunto como uma prioridade antiga das indústrias, diante da grandiosidade da estrutura das mesmas, sendo, inclusive, responsáveis pela elevada geração de empregos na região. Ao mesmo tempo, ele destacou que ainda não há um compartilhamento dos dados obtidos pelas empresas junto aos órgãos de segurança, pois cada uma tem seus cuidados e regulamentos internos específicos. No entanto, há uma perspectiva de que no futuro algumas informações possam ser cedidas. “Estamos tentando fazer um filtro de materiais que poderíamos compartilhar. Recentemente, a Prefeitura de Cubatão se equipou com tecnologia moderna para montar um Centro Operacional (central de monitoramento por câmeras), então aos poucos acho que vamos conseguir que as empresas possam ceder parte das informações que elas têm, de alguma câmera mais externa. Como esse sistema da Prefeitura foi inaugurado no final de 2023, estamos fazendo um esforço de nos adaptarmos e comprarmos novas câmeras”, disse Junior. Quando se trata do surgimento frequente de novas tecnologias para manter a segurança patrimonial, a inteligência artificial (IA) também já faz parte desse contexto. Em artigo publicado pelo coordenador de Segurança Empresarial no Grupo Globo, Laudenir Peçanha, ele aponta que a IA é usada para melhorar a detecção de intrusos, monitoramento de câmeras e análise de dados. “Sistemas de vigilância de câmeras inteligentes usam reconhecimento facial para identificar suspeitos e detecção de movimento para monitorar atividades suspeitas. Além disso, a IA também pode ser usada para analisar grandes quantidades de dados de vídeo, detectando padrões e tendências que podem indicar ameaças à segurança”, explicou. Outra aplicação da IA na segurança patrimonial, mencionou Peçanha, é o uso de robôs e drones para monitorar propriedades e realizar inspeções de segurança. Os dispositivos são equipados com câmeras de alta resolução, sensores e inteligência artificial para detectar possíveis ameaças. “Os robôs e drones também podem ser controlados remotamente para fornecer cobertura adicional em áreas de difícil acesso. Em resumo, com a combinação de sensores avançados, análise de dados e tecnologias de reconhecimento, a IA está ajudando a tornar a segurança patrimonial mais eficiente e avançada do que nunca”. Investimentos garantem resultadosO uso de câmeras faz parte das estratégias utilizadas, por exemplo, pela empresa Yara, que recentemente investiu na sua central de monitoramento. O espaço passou por reforma para receber novos equipamentos e mobiliário, permitindo, com isso, ampliar a área de cobertura. O efetivo do time de segurança patrimonial também foi adequado aos novos desafios, com a contratação de vigilantes, agentes de portaria e operadores de monitoramento. O grupo passa mensalmente por treinamentos. “A Yara faz parte do Grupo de Segurança do Cide, onde os temas de segurança do Polo Industrial de Cubatão são compartilhados com as demais empresas e órgãos de segurança pública, permitindo, assim, que as melhores práticas sejam utilizadas no combate à criminalidade. Temos ainda um PAM (Plano de Auxílio Mútuo) no qual diariamente as indústrias e instituições de segurança têm uma chamada de segurança, o que dá agilidade em caso de ocorrência”, ressaltou o gerente de Segurança Patrimonial da Yara Industrial Solutions (YIS), Wladimir Junior. Ele garante que os investimentos feitos se mostram adequados e já foram obtidos resultados positivos na prevenção de ocorrências. “Ações preventivas, contudo, requerem um trabalho constante, garantindo aos colaboradores e à empresa condições de segurança para as nossas atividades”. A Unipar, que atua na produção de cloro e soda, informou que trabalha conforme os mais altos padrões de segurança para as pessoas, veículos e produtos. “A companhia participa ativamente dos comitês locais com propostas e ações integradas relacionadas à segurança no Polo. Também mantemos contato constante com as autoridades para auxiliar na prevenção de ocorrências”, disse, em nota.