[[legacy_image_42956]] Quem pensa em uma aposentadoria livre de apertos pode encontrar na previdência privada uma aliada de primeira hora. Desde a reforma da Previdência, em novembro de 2019, o setor vem crescendo e a expectativa é de expansão entre 7,3% e 8,1% este ano, de acordo com projeções da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg). Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Isso porque, hoje, apenas 22 milhões brasileiros - em torno de 10,5% da população - apostam na modalidade para não depender exclusivamente do holerite do INSS, conforme a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). Contudo, é importante ter em mente que esse é um investimento que precisa ser planejado e deve ser feito a longo prazo. A Tribuna mostra detalhes de benefícios da previdência privada; CLIQUE E VEJA “Se a pessoa fizer uma previdência privada e quiser resgatar o valor em até dois anos, por exemplo, por estar apertada financeiramente, pagará uma alíquota de Imposto de Renda de 35% na tabela regressiva. Mas, se deixar o dinheiro por mais de dez anos, pagará 10% de IR. A diferença é gritante, ou seja, ela vai perder dinheiro. Então, é importante estar ciente esses gatilhos”, alerta o assessor de investimentos e sócio da empresa hygia investments, Ricardo Matte. Foco Por isso, as dicas são: defina qual valor da renda que quer na aposentadoria, quanto de recurso terá para fazer o pé de meia e em quanto tempo planeja juntar os valores. Esse é o caminho para iniciar a escolha do melhor investimento para você, explica o diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira. “A conta é simples: quanto tempo vou contribuir e com qual valor mensal para conseguir juntar uma quantia que seja suficiente para uma aposentadoria mensal de, por exemplo, R\$ 2 mil. Então, quando mais cedo começar, menor será o esforço para poupar”. O investimento também pode ser feito ainda de forma esporádica, com aportes semestrais ou até anuais. Há a opção, ainda, do resgate ao final do contrato ser feito de uma única vez ou programado. Mais detalhes Há ainda outros pontos importantes a serem definidos, como os custos cobrados por bancos ou corretoras que oferecem planos de previdência. Há taxas para a gestão (administração) e também para os momentos de aportes que vão impactar na rentabilidade (carregamento). Os planos se dividem ainda em duas modalidades, o PGBL e o VGBL. “O PGBL é recomendado a pessoas com renda maior, porque o valor pago ao plano pode ser abatido no imposto de renda anualmente. Envolve aquele perfil como profissionais liberais, que geralmente acabam fazendo seu IR no modelo completo. Com isso, conseguem abater até 12% da renda bruta anual”, informa Matte. Contratação Os planos podem ser contratados em bancos ou corretoras, que montam produtos de forma personalizada. Todos são controlados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), do Governo Federal, responsável pela fiscalização.