[[legacy_image_250381]] O prefeito de Mongaguá, Márcio Melo Gomes, o Márcio Cabeça (Republicanos), é o novo presidente do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb). A eleição foi confirmada nesta terça-feira (28), em reunião ordinária do órgão. O vice será José Police Neto, subsecretário de Assuntos Metropolitanos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Habitação. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Já coloquei, como primeira meta, a volta das reuniões no modo presencial, começando pela próxima, no final de abril, aqui em Mongaguá. Sabemos da dificuldade das agendas dos prefeitos e o quanto são válidas as reuniões por vídeo. Mas, pessoalmente, existe mais calor humano”, defende. Ele substitui a prefeita de Praia Grande, Raquel Chini (PSDB). Segundo ele, a ideia é ser um grande elo com o Governo do Estado, revertido em projetos para a região. “Vamos trabalhar com muito amor e responsabilidade, com o apoio dos prefeitos e conselheiros e a Agem (Agência Metropolitana). Precisamos colocar esse planejamento metropolitano, abordando todos os problemas que existem e que são muito parecidos entre os municípios. (Que) Sejam resolvidos, como infraestrutura, obras de drenagem e segurança, por exemplo.” A escolha foi consensual, após a desistência do prefeito de São Vicente, Kayo Amado (Pode). “A gente precisa de união, e é preciso saber o momento de esperar, de construir uma unidade. Estou na metade do meu primeiro mandato”, disse Amado. Também falaram, em favor de Cabeça, os prefeitos Rogério Santos (PSDB), de Santos; Ademário Oliveira (PSDB), de Cubatão; Tiago Cervantes (sem partido), de Itanhaém, e Luiz Maurício (PSDB), de Peruíbe. Balanço Raquel Chini, que deixou o comando do colegiado, fala na sensação de dever cumprido. “Agora, sou um soldado. Sabem do amor que tenho pela causa metropolitana, e quem não tiver esse olhar vai ser ‘contaminado’. Porque não sabemos trabalhar de outra forma. Não queremos ser isolados. Precisamos trabalhar de mãos dadas.” Deslocamentos e clima A reunião do Condesb teve outras deliberações, como a aprovação das contas do Fundo Metropolitano e a criação de um Grupo de Trabalho dentro da Câmara Temática de Mobilidade e Logística, para se desenvolver um projeto de acompanhamento da introdução do Plano Regional de Mobilidade e Logística. Também foram referendados os subsídios do Plano Regional de Adaptação e Resiliência Climática da Baixada Santista e continuidade do Grupo de Trabalho, dentro da Comissão Temática (CT) de Meio Ambiente e Saneamento. Para o presidente da CT, o secretário de Meio Ambiente de Santos, Marcos Libório, trata-se de uma demonstração de maturidade proposta e do entendimento da sociedade sobre a importância de avançar com as ações de adaptação e resiliência climáticas. “Temos uma base sólida, construída desde 2017, que tornou a nossa região referência nacional na temática mudanças climáticas. Agora, a CT de Meio Ambiente do Condesb dará continuidade aos esforços. A meta é diminuir os riscos, garantir recursos e agregar ciência. É um passo fundamental para a elaboração definitiva do primeiro plano de adaptação e resiliência climática de uma região metropolitana no Brasil”, diz.