[[legacy_image_339305]] Com sua geografia majoritariamente plana, a Baixada Santista torna-se atraente para quem usa a bicicleta como meio de transporte. Para este ano, prefeituras da região planejam a revitalização e a expansão de ciclovias e ciclofaixas. Em São Vicente, por exemplo, o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Alexsandro Ferreira, afirma que o objetivo é recuperar e interligar ciclovias. “São Vicente tem essa característica de conectar as cidades de Santos e Praia Grande. Então, acaba tendo um fluxo de ciclistas bastante significativo”, afirma. Na Cidade, com 16 quilômetros de malha, há movimento intenso de ciclistas que se deslocam entre as áreas Continental e Insular. Ainda segundo Ferreira, estão em andamento obras na Orla do Gonzaguinha e nas avenidas Ulysses Guimarães (Área Continental) e Antônio Emmerich. Esta última deve ficar pronta neste mês. A reurbanização da Linha Vermelha, iniciada em setembro e prevista para acabar no próximo semestre, inclui uma ciclovia. Outra via para ciclistas será aberta na Área Continental e ligará a Ponte A Tribuna (dos Barreiros) ao Samaritá, passando pela Avenida Angelina Pretti. A intervenção faz parte das obras da terceira fase do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que devem ser iniciadas na ponte neste semestre. SantosSegundo a Prefeitura, Santos pretende expandir sua malha cicloviária, que é a terceira maior da região, com 57,4 quilômetros. Está em andamento a construção de uma ciclovia na Avenida Álvaro Guimarães, na Zona Noroeste, com aproximadamente 900 metros de extensão. Custará R\$ 8,885 milhões, dos quais R\$ 7,995 milhões em verba estadual. As obras devem acabar neste semestre. A Prefeitura também destaca a recuperação da ciclovia na Avenida Afonso Pena, em três quilômetros de extensão, com custo em torno de R\$ 7,7 milhões. Iniciada em dezembro, acabará até junho de 2025. Estuda-se ampliar a atual malha para mais de 100 quilômetros em dez anos. “A implantação das ciclovias vem permitindo cada vez mais a circulação de bicicletas com segurança e, além disso, são consideradas como uma ação que colabora com a melhoria da fluidez do trânsito, reflete na diminuição da poluição, causa a melhoria da saúde das pessoas e propaga a dinâmica da população no dia a dia nas cidades”, diz o secretário de Serviços Públicos, Wagner Ramos. Obras terão verba de fontes diversificadasEm Praia Grande, que tem a maior malha cicloviária da região, com 98,9 quilômetros, a Prefeitura disse que a ciclovia localizada nas ruas Sérgio Gregório e João Roberto Correia, na Vila Sônia, passa por reformas. O trecho, na altura do Eucaliptal (Calipal), que tem cerca de dois quilômetros, foi reurbanizado, com a duplicação das faixas de rolamento e transposição da ciclovia. O local recebeu novo piso intertravado nas calçadas e drenagem. A Administração destaca, também, o trecho próximo ao Palácio das Artes, que também recebeu revitalização da ciclofaixa. GuarujáCom mais de 70 quilômetros de ciclovias, Guarujá prevê terminar a interligação entre as praias de Enseada e Pitangueiras e fazer a ciclovia da Avenida dos Caiçaras, ambas com verba do Estado. Também está prevista a revitalização completa da ciclovia da Avenida Adhemar de Barros, que leva à travessia de balsas Santos-Guarujá. A obra terá recursos da Agência Metropolitana (Agem). Até 2025, o Município espera abrir mais de 20 quilômetros de vias para bicicletas. CubatãoCom 14 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas, Cubatão planeja mais dez na Vila Esperança, na Vila Natal, na Via Ecológica Perimetral da Vila Esperança, no Parque Linear do Casqueiro, no Viaduto da Vila dos Pescadores e na revitalização da Ponte Manuel Alves Fernandes (do Arco-Íris). MongaguáA Prefeitura diz estar abrindo a ciclovia da Marco Mountain, no Flórida Mirim, sob supervisão da Diretoria de Obras Públicas. A nova ciclovia, que interligará todos os bairros, incluindo o Centro, terá iluminação em LED. Em dezembro, foi entregue o trecho do Bairro Vera Cruz. As prefeituras de Bertioga, Itanhaém e Peruíbe não responderam até o término desta edição.