[[legacy_image_256765]] O prefeito de Santos, Rogério Santos (PSDB), quer que a entrega das obras da segunda fase do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ocorra cerca de meio ano antes do prazo previsto, na semana passada, pelos diretores da empresa responsável pelos trabalhos. Dirigentes da Queiroz Galvão informaram que a entrega será em julho do ano que vem. Para o chefe do Executivo santista, isso deveria ocorrer no início de 2024.“Esse é um prazo que eles deram, mas que não atende à Cidade de Santos. Precisamos acelerar essa entrega, porque é um investimento de R\$ 230 milhões”, explica o prefeito. O valor estimado é de R\$ 236,5 milhões, conforme o Estado.“O Governo do Estado tem os recursos, a Prefeitura tem feito de tudo para que a obra avance. A empresa encontrou grandes dificuldade, mas cabe a ela pensar nas soluções. É isso que está no contrato.”Na última reunião, ele cobrou da empresa um plano de ação para adiantar as obras. Segundo ele, ainda não houve resposta — o próximo encontro será em abril.“Propus que a empresa fizesse uma proposta de mobilização de funcionários, dentro de um cronograma mais pró-ativo. Nem que seja necessário fazermos uma lei que permita trabalho de madrugada nas obras, exclusivamente para áreas comerciais, onde não haja residências, nós faremos”, reforça Santos.À Reportagem, a Empresa Municipal de Transportes Urbanos (EMTU), do Governo Estadual, confirmou o fim das obras para julho de 2024. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! TrilhosA EMTU também confirmou que, desde dia 17, transcorrem os trabalhos de instalação de trilhos na Rua da Constituição, “na região da futura estação Universidade II”, perto da Universidade Católica de Santos (UniSantos). “Em maio, está previsto o início das atividades na região da Avenida Visconde de São Leopoldo”, no Centro, diz a EMTU, em nota. “É uma obra que vai melhorar a mobilidade urbana, a integração com São Vicente e as demais cidades. Vai ser a mola propulsora para o desenvolvimento do Centro, naquilo que queremos, com foco na habitação. Mas essa obra, como todas, causa grandes transtornos. E tem afetado, sobretudo, os comerciantes e prestadores de serviços que atuam na região central da Cidade”, pondera. O segundo trecho do VLT, da Linha 1 (terminais Porto e Barreiros) ao Terminal Valongo, terá oito quilômetros e 12 estações, com capacidade para transportar 35 mil pessoas por dia.