[[legacy_image_192585]] O potencial de consumo da Baixada Santista vai crescer 3,9% neste ano, na comparação com 2021, segundo a pesquisa IPC Maps, divulgada anualmente pela IPC Marketing Editora. Em 2022, a região deve movimentar em torno de R\$ 62,3 bilhões, pouco acima dos R\$ 60 bilhões registrados no ano passado. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Ainda de acordo com a IPC Maps, nas categorias pesquisadas, o destaque é para os gastos com veículos próprios, que cresceram 2,2% neste ano frente 2021. “As despesas com carro próprio ainda representam grande fatia dos gastos, por conta dos serviços de delivery e os gastos dos motoristas de aplicativo”, afirma o sócio da IPC e responsável pela pesquisa, Marcos Pazzi. O crescimento se dá em meio à crise econômica e à inflação alta, além das incertezas do mercado por conta das eleições, conforme Pazzi. “Neste ano, o cenário é diferente de 2021, que teve boa aceleração frente ao primeiro ano da pandemia. As incertezas no mundo e no Brasil afetaram o resultado”, observa ele. Por esse motivo, há dados que não foram positivos para a região, como a sua queda na participação do consumo tanto no cenário nacional quanto estadual. No ano passado, a participação da Baixada no consumo nacional, o chamado Share de Consumo, era de 1,18%. Em 2021, ele caiu para 1,10%. Empresas EmpresasO levantamento também contabiliza o número de empresas na região. Em 2022, houve uma queda de 4,1% no número de negócios na Baixada Santista. Há 216.048 empresas contra 225.382 no ano passado. “Esse é um reflexo nacional, com queda no número de empresas no País todo”. Pazzi aponta que a maioria delas é de microempreendedores individuais (MEIs) – o número nacional foi de 1 milhão de MEIs fechadas. Na região, das 9 mil empresas que encerraram atividades, 5 mil são MEIs. O setor de serviços, que possui o maior número de CNPJs da Baixada, perdeu 1.750 empresas, queda de 2,28%. Havia 76.552 negócios em 2021 e agora são 74.802. O comércio fechou 5.543 empresas, queda de 10%. Eram 55.135 empresas em 2021 contra 49.592 neste ano. “Mas há alguns destaques positivos, como o segmento de agrobusiness, que conseguiu leve subida (passando de 757 negócios no ano passado para 815 em 2022)”, diz Pazzi. O levantamento é feito com base em dados oficiais e mostra, detalhadamente, o potencial de consumo das 5.570 cidades em 22 itens da economia, como gastos com veículos, roupas, transporte, entre outros. Esses dados são subdivididos por classes sociais, sexo e idade.