[[legacy_image_261285]] A Polícia Civil elaborou um material educativo para que alunos e profissionais que atuam nas escolas da Baixada Santista saibam como agir em casos de atentado, seja com arma de fogo ou lâminas. Ele já foi apresentado à Prefeitura de Santos e à Câmara dos Vereadores da Cidade. A intenção é que outros municípios da Baixada Santista tenham acesso. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O delegado divisionário do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Fabiano Fonseca Barbeiro, ressaltou que está à disposição das instituições de ensino para orientar os profissionais e estudantes, bem como disponibilizar as informações. "Fiz essa apresentação na presença de autoridades públicas como piloto desse projeto. Na parte da manhã, apresentei a dirigentes de escolas particulares. É um material que pode ser passado aos educadores para que eles próprios possam fazer esse trabalho. O importante é absorver o conteúdo. A prevenção sempre é o melhor remédio", disse nesta terça-feira (19), em entrevista coletiva no Palácio da Polícia de Santos. A cartilha contém uma apresentação de slides, citando o que deve ser feito caso um atentado seja praticado em ambiente escolar. Os alunos devem procurar uma rota de fuga e deixar a sala de aula o quanto antes, para evitar que haja um número maior de vítimas. Se isso não for possível, a orientação é se trancar em algum local próximo, como sala de aula, banheiro, diretoria ou quadra esportiva. Em último caso, o aluno ou profissional de ensino deve tentar imobilizar o agressor, para evitar que ele faça novas vítimas. O material contém ainda um vídeo elaborado pelo Federal Bureau of Investigation (FBI), a Polícia Federal dos Estados Unidos, com uma simulação de atentado a tiros em ambiente fechado, e legendas traduzidas para o português. A produção audiovisual reforça os conceitos de correr, se esconder ou imobilizar o agressor, antes mesmo da chegada da polícia. PrevençãoPara o delegado, é importante que esses conceitos sejam apresentados aos estudantes em todos os anos letivos, citando como exemplos as prevenções contra incêndios e primeiros-socorros em casos de acidentes. Barbeiro afirma ainda que as unidades escolares podem conversar com o aluno em um ambiente tranquilo, caso percebam mudança de comportamento, e assim prevenir um possível ataque. "Existem várias coisas que podem ser feitas antes de uma agressão dessa. Uma delas é a prevenção, identificar o potencial agressor, e tentar dissimula-lo dessa ideia. Geralmente é um jovem que passa por algum problema emocional, e que pode cometer uma situação dessas. O bullying é um exemplo de fúria. Ele pode ser levado a um estágio psicológico extremo", alertou. [[legacy_image_261286]] AmeaçasA cartilha ocorre após uma série de ameaças de massacre contra escolas de Santos, São Vicente, Praia Grande e Guarujá. As mensagens de ódio foram disseminadas pelas redes sociais. Houve, também, estudantes que levaram facas e machadinhas para as escolas, e foram apreendidos. No caso mais recente, a Polícia Civil de Santos efetuou a apreensão de três adolescentes, de 15 anos, que ameaçaram duas escolas estaduais da Zona Noroeste. Celulares e modens também foram recolhidos. "Na maioria dos casos, a gente apurou que eles têm a intenção de aparecer (nas redes), e não dê cometer (o atentado). Isso não é legal, e é crime tanto quanto. A diferença é que o agressor ativo, quando comete os ataques, comete o crime de lesão corporal e, em algumas situações, até homicídio. E os brincalhões estão incitando esses crimes. A incitação é um crime por si só", explicou o delegado.