Perda de 11 mil postos de trabalho complica recuperação econômica na Baixada Santista

Resultado dá a região última colocação entre as 16 administrações paulistas, aponta Fundação Seade

Por: Por ATribuna.com.br  -  06/01/21  -  13:29
Segundo a Fundação Seade, a Baixada Santista perde 11 mil postos de trabalho em 2020
Segundo a Fundação Seade, a Baixada Santista perde 11 mil postos de trabalho em 2020   Foto: Divulgação/ PMS

A tímida recuperação econômica regional sofreu mais um baque: 11.057 postos de trabalhos com carteira assinada foram eliminados até novembro de 2020. O resultado coloca a região na lanterna entre as 16 áreas administrativas paulistas. É o que informa a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).


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Os dados constam no estudo da autarquia estadual, divulgado nesta terça-feira (5), com base no Novo Caged do Ministério da Economia. A região de São José dos Campos (-10 mil) na segunda colocação entre as localidades com as maiores reduções do nível de emprego no Estado.


O resultado regional vai na contramão da média paulista. Conforme a publicação, de janeiro a novembro, o número de empregos formais no Estado ampliou-se em 41 mil (0,3%), o que corresponde a 18% do crescimento de postos celetistas no Brasil (227 mil, ou 0,6%).


Os setores do comércio (-42 mil) e serviços (-12 mil) ainda apresentaram perdas no ano, mas a agropecuária (54 mil), a construção (35 mil) e a indústria (5 mil) tiveram aumentos.


No ano, os saldos ocorreram em 12 regiões do Estado de São Paulo, com destaque para a Região Metropolitana de São Paulo sem o Município de São Paulo (13 mil) e regiões de Campinas (12 mil) e Bauru (9 mil).


A entidade afirma que a utilização do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda foi “importante fator explicativo desses resultados”. Entre abril e dezembro, foram registrados 6,4 milhões de acordos, alcançando 3,2 milhões de trabalhadores (27% dos celetistas). “Note-se que 2,7 milhões dos acordos (41,4%) corresponderam à suspensão do contrato de trabalho e para 1,2 milhão houve redução de 70% da jornada de trabalho”, resume o estudo.


Novembro


No penúltimo mês de novembro, emprego formal cresceu pelo quinto mês consecutivo. Foram gerados 138 mil novos empregos, com destaque para comércio e serviços.


De acordo com estudo do Seade, com base no Novo Caged do Ministério da Economia, entre outubro e novembro, o emprego formal cresceu 1,2% no Estado de São Paulo, evolução similar à registrada para o Brasil (1,1%). As 522 mil admissões ocorridas no Estado superaram os 383 mil desligamentos, o que resultou na criação de 138 mil empregos, sendo 77.312 nos serviços e 49.315 no comércio.


No recorte mensal, entre outubro e novembro, o emprego formal cresceu 1,2% no Estado de São Paulo, evolução similar à registrada para o Brasil (1,1%).


As 522 mil admissões ocorridas no Estado superaram os 383 mil desligamentos, o que resultou na criação de 138 mil empregos (1/3 do total gerado no país).


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