[[legacy_image_319874]] Que tal começar o novo ano com um novo trabalho? O processo para recolocação, no entanto, exige uma série de atitudes de quem sonha com a vaga. Pesquisa, aposta em boa interação social e, sobretudo, dedicação podem fazer toda a diferença. O Papo Tribuna deste sábado (16) conversou com a especialista em RH, Lúcia Helena Cordeiro. Confira: Já ouvi muito uma frase: “A gente não tem que fazer o que gosta, mas sim gostar do que faz”. Nem sempre isso é possível. Como avaliar se a gente está na rota certa ou se é hora de mudar? Nas organizações ou no empreendedorismo pessoal, nós devemos buscar estar felizes, sim. Tem coisas que não nos fazem felizes, mas o grande eixo tem que ser algo que realmente nos traga mais do que a felicidade, mas algo que diga assim: “Vou deixar um legado através desse trabalho”. E como notar que você tem que mudar? Que está na hora de fazer uma nova trajetória? A própria palavra carreira já significa corrida, uma corrida. Então, não posso deixar minha vida estacionada. A ideia é sempre buscar crescer e permitir que outros também cresçam. Quais as profissões, na sua opinião, que vão se destacar em 2024? Até então, o maior número de vagas é em Logística, áreas na carreira administrativa, na tecnológica, por assim dizer. Mas surgiram, recentemente, Marketing, Gastronomia, Vendas. Porque não adianta produzir produtos ou serviços se não tiver quem venda bem. Então, vai ser um ano atípico, mas positivo. Vamos ter várias oportunidades. Aqui para a Baixada Santista, tem alguma área que você destaca? No Porto, por exemplo? O Porto está em crescimento muito elevado. Quando a gente fala em Comércio Exterior, logística, área de Transportes, realmente está exponenciando. Mas, dentro das carreiras administrativas, hoje nós tratamos do ESG (ambiental, social e governança). Agora, para quem está buscando uma oportunidade no mercado de trabalho, está entrando ou tentando voltar, final de ano é um bom momento? Digo que é sempre momento, e carreira é algo que a gente deve avaliar todos os dias. O que estou fazendo? Como estou fazendo? Por que estou fazendo e para onde vou com aquilo que faço? Ou é hora de mudar totalmente? Como montar um bom currículo? Um currículo tem que estar permanentemente atualizado. O que nós observamos: que as pessoas tendem a fazer um currículo único, e se oferecer com ele em diferentes áreas. Como posso colocar no currículo algo ligado a comércio se estou me oferecendo em uma área de Finanças?Não dá para ter um currículo único: é meu cartão de visitas. Quem tem experiência, mas está desempregado: como chamar a atenção dos recrutadores? Sobre aqueles que estão desempregados, ou observando o mercado, o que está sendo feito entre o período em que ele saiu e o que ele está se oferecendo? Ele está estudando? Está pesquisando? Entra na internet? Quantos cursos são feitos, e a maioria deles é gratuita, que fez? Para dizer: “Não se esqueçam de mim, continuo me atualizando”. E quanto à pessoa que passou alguns anos trabalhando numa área que não é a de formação? Como abordar isso no currículo, de modo a retornar a sua área? Trazendo o que ela fez, o que ela avançou, níveis de entrega diferenciados... Temporariamente, ela se permitiu passar por outras experiências, mas ela não deixou de se atualizar na área em que continua buscando ficar. Entregar currículo pessoalmente ou mandar por e-mail? Aquelas abas “Trabalhe Conosco” têm efeito? Empresas sérias as utilizam, porque o mundo, hoje, é todo digital. Elas colocam essa possibilidade de “Trabalhe Conosco”, e são pesquisadas. Às vezes, é na nossa cidade, no nosso bairro, e você optar por mandar currículo e não se apresentar. Por que também não ir até lá? É o que nós recomendamos. A gente está numa fase bastante digital. Primeira triagem dos currículos, muitas vezes, é feita pelos chamados robôs. Que palavras-chave usar para chamar a atenção desses robôs, primeiramente, e também conseguindo chegar aos recrutadores? Hoje, as palavras-chave devem estar sempre relacionadas à vaga em questão. Se estiver buscando um analista de controladoria, não adianta colocar palavras-chave que não tenham nada a ver. Você sinaliza o cargo, o papel que você desempenha, as áreas, sempre em consonância com aquilo que está sendo buscado. Porque o robô vai, aleatoriamente, procurando aquelas palavras que você ali colocou. Isso facilita para, depois, passar para o selecionador. As redes sociais podem ajudar ou prejudicar uma pessoa que está procurando emprego? Seja quem você é, não é possível mascarar. Em segundos, nem se estende a entrevista. Você é um fake, que mandou algo e não é nada disso. Hoje, as redes sociais são quase que determinantes para chamar ou não chamar alguém para o próximo passo. Como se manter atualizado, nesse mundo em constante mudança? Temos que pesquisar mais, nas áreas que estamos nos colocando no mercado. Porque, nas entrevistas, vamos ser perguntados sobre elas. Se parecermos desatualizados, o papo com o selecionador não continua. Para quem não sabe o que fazer: por onde começar? Perdidos, nós nunca estamos. Sempre tem alguma coisa que a gente faz bem e que alguém aplaude. Com base nisso, é analisar os pontos fortes já existentes, o que precisa ser melhorado.