[[legacy_image_324497]] De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 5,8% da população brasileira enfrentam a depressão. São 11,7 milhões de pessoas, dados que fazem do Brasil o país da América Latina com maior número de casos dessa doença que atinge pessoas de todas as idades. Primeiro, vamos conhecer uma história de superação. O Marcos Martins é um jovem de 22 anos que, aos 16 anos, publicou seu primeiro livro depois de enfrentar uma depressão muito forte que o levou até a uma tentativa de suicídio. Hoje ele venceu a doença e dá palestras em escolas e eventos para as crianças para alertar sobre esse mal. Você escreveu “Até que a morte nos ampare”. Esse é um livro que fala de morte, mas valorizando a vida. Conta pra gente um pouco dessa história. O “Até que a morte nos ampare” conta a história da noiva Rosinha que morre no dia do casamento dela, mas não é só isso. A alma dela fica presa nesse dia, revivendo tudo até que ela descubra quem foi o seu assassino. Mas calma, o livro pode parecer um terror, mas ele é uma fantasia com doses de comédia e fala muito sobre a valorização da vida, combate à depressão, mas com uma boa dose de mistério. E eu também estou nessa história como personagem, e por mais que a gente tenha a “morte” no título do livro, eu me inspirei muito no universo do cineasta Tim Burton, com obras como “A noiva cadáver”, “O estranho mundo de Jack”, “Coraline e o mundo secreto”, de Neil Gaiman também. Então nesse livro nós temos a Dona Morte, mas ela está o tempo todo trazendo insights para nos fazer “acordar para a vida”. Porque o livro fala muito sobre entender que um dia nós vamos partir para podermos valorizar o hoje. Dizer “eu te amo” hoje, para ir atrás daquele sonho, para explorar uma infinidade de vidas que posso viver nessa vida também. Eu tenho muito carinho por esse livro porque foi muito importante tanto para escrever quanto em estar nele como personagem. Na adolescência você sofreu depressão e você escreveu isso como uma forma de terapia? Sim, eu acredito muito que os livros têm o poder de iluminar, e iluminar pra mim é dar caminho. Quando eu termino de ler um livro, tem aqueles que eu termino e falo, “nossa, isso mudou minha visão de mundo”. A arte tem um pouco esse poder, de gritar os nossos silêncios. Quando eu não consigo falar sobre o que eu sinto, eu escrevo, eu leio. E na adolescência eu passei por muito bullying por conta do meu tamanho, do meu jeito. Diziam “olha como o Marcos gesticula”, “o Marcos não vai crescer nunca”, e hoje tá tudo bem, eu lido muito bem com o meu corpo, mas na época era muito difícil você ouvir todos os dias que você é feio ou que você não se encaixa. Ouvir isso durante dois dias é uma coisa. Você dá uma risada, deixa de lado. Agora, você escutar isso durante três, quatro, cinco anos, todos os dias na escola, uma hora isso pode acabar entrando na nossa cabeça, infelizmente. E aconteceu um pouco disso comigo. Eu fui perdendo um pouco da amizade que eu tinha com o meu reflexo no espelho. E que grave é você chegar, olhar no espelho e falar, “eu quero ser mais alto”, “eu quero mudar o meu cabelo”, mas a origem dessas perguntas vem de onde? Porque eu quero ou porque me convenceram que eu preciso mudar? E durante todo esse processo eu tive um auxílio muito grande dos meus professores. Eles me ajudavam muito e deixavam ficar na biblioteca da escola, na sala de leitura. E os livros também me ajudaram muito no meio disso tudo. E dentro do que eu fui passando, com o bullying que eu estava sofrendo, eu tinha muita vergonha. Vergonha de dizer que passava vergonha. Eu não conseguia falar para os meus pais o que eu passava na escola. Eu não queria frustrar ou chatear. E quando você está na adolescência, aquela pressão de você tem de ser alguém. É um tempo em que você tem para descobrir o que você quer fazer para o resto da sua vida. E eu me sentia pressionado, envergonhado e não conseguia dividir com eles. E eu fui passando por tudo isso sozinho até que, infelizmente sem saber, me deparei com a depressão, porque ela é uma doença muito silenciosa. A maioria das pessoas que tem depressão não sabem. E eu gostava muito de escrever, gostava muito de participar da sala de leitura e eu não conseguia mais ir para a escola. Comecei a faltar muito. Aquele “pratão de comida” que minha mãe fazia no almoço eu passei a rejeitar, e depois não queria mais sair da cama. Coisa besta. Eu tinha que me convencer a tomar banho, fazer coisas simples. Eu tinha muita dor de cabeça, me afastei dos poucos colegas que eu tinha e eu tive suspeitas de várias outras doenças, menos depressão. Minha mãe não sabia o que eu passava, nós começamos a ir a vários médicos e eu comecei a perder muito peso porque eu achava que tinha algum problema com o meu corpo. Hoje, vendo as fotos de quando eu tinha 14 anos, vejo que não tinha nada de errado comigo. E dentro desse processo todo, a gente pensa que coragem é você levar tudo sozinho. Quando eu penso em alguém corajoso, penso naquela pessoa que desbrava tudo, que encara sozinho, mas coragem, no seu significado mais literal, significa agir com o coração. E eu não estava agindo com o coração. Eu achava que isso era força, que força era unidade. Mas hoje eu vejo que força é coletivo, porque se eu tivesse falado mais sobre o que eu sentia, não teria chegado nesse grau em que cheguei. Fiquei muito doente e infelizmente, aos 16 anos, já no ápice, eu estava muito doente mesmo, eu nem lembro de muitas coisas, e eu tentei fazer o suicídio. E por que eu falo sobre isso? Não é porque eu acho legal, mas é porque eu acho que quando a gente consegue conversar mais sobre isso, quando a gente consegue abraçar pessoas que estão passando por uma situação como essa, eu tenho certeza que a gente evita alguns finais. Hoje eu faço terapia, eu me cuido muito, infelizmente só depois da tentativa que eu procurei a terapia, mas antes já tinha sido oferecido pra mim, mas não fiz por ter vergonha, mas a terapia é um processo muito importante. Afinal, quando você tem um problema no coração, costuma procurar um cardiologista. Se eu estou com a pressão alta, eu vou ao médico, começo a tomar uma medicação para pressão alta. Agora porque quando é algo que vem do nosso mental, da nossa cabeça, a gente acha que não precisa se cuidar, que é frescura? Eu achava isso. Eu tinha esse preconceito e encarando esse diagnóstico na terapia, eu não conseguia falar sobre o que sentia. E a psicóloga falou, “Marcos, vamos fazer o seguinte, ao invés de você falar para mim o que você sente, você vai escrever sobre o que sente”. Para ajudar ela me pediu que escrevesse em casa e, se me sentisse à vontade, que entregasse para ela. Então eu me sentei e escrevi num dia que precisava muito colocar pra fora o que sentia. Foi assim que nasceu o “Até que a morte nos ampare”. Então ele vem de todo esse processo que eu passei com a depressão e ele me ajudou muito. Porque falar sobre isso também me ajuda bastante. Eu acredito que quanto mais a gente fala sobre, mais a gente abraça pessoas para que elas entendam que ninguém está sozinho. [[legacy_image_324498]] Como você aborda sobre esse assunto com os adolescentes nas escolas? É sempre muito legal. O “Até que a morte nos ampare” está inserido em todas as escolas municipais de Mongaguá e também está nas escolas de São Paulo. Aqui em Santos a gente faz um movimento nas escolas estaduais, onde a galera recebe o livro e eles leem na sala de aula junto com o professor e, depois da leitura, eu visito a escola. E aí chamam de palestra, mas é mais um “bate-papo”. É um cafezinho para acordar a gente pra vida, e nós conversamos muito sobre esse tema. É sempre muito legal, porque eu chego nas escolas e vejo a galera vestida de cosplay da noiva Rosinha. Tivemos a Bienal do Livro em São Paulo no ano passado, no ano retrasado, e aí eu vejo os leitores indo de cosplay, de Dona Morte, de Rosinha, a gente fazendo esse movimento, é um movimento quase que curativo mesmo, e eu geralmente recebo cartas. E esses jovens e adolescentes dividem com você, desabafam sobre situações parecidas com as quais você passou na adolescência? Sim, eles trazem muitas cartas pra mim, fan artes (desenhos), e depois da palestra eles começam a conversar. Sabe o que é o mais curioso? Eu sempre fico, "poxa, o que eu vou falar pra eles?”, porque eu não sou um psicólogo e eu sempre acabava dando um passo para trás do tipo “eu não vou conversar com você porque ficava com medo”. Foi quando percebi uma coisa, é sempre importante escutar. Eu já passei por vários encontros, visitei mais de 70 escolas em 2023 e, nesses encontros eles vem conversar comigo e, quando vou falar alguma coisa, seja aconselhar ou dizer, eles falam que não preciso dizer nada, pois eles precisavam “colocar isso para fora”, e a gente consegue também encaminhar muitos adolescentes para atendimento na rede municipal, ou com parceiros, porque hoje eu tenho parceria com vários psicólogos que me dão uma estrutura e um suporte. Inclusive, tanto “Até que a morte nos ampare” quanto meu segundo livro, “Mortinha da Silvia”, eles têm um crivo de psicólogos. O “Mortinha da Silvia” fala de um tema muito importante que é o luto. Ele é tratado de uma forma leve, porque nós temos aqui a bruxinha Silvia e ela é uma bruxinha diferente, porque tem uma amiga muito especial, uma gata chamada Vida. Certo dia, porém, a Vida dorme e não acorda mais, e a Silvia só tem 7 anos de idade. Ela não entende o que aconteceu e entra no luto de uma aventura mágica para tentar trazer a gatinha Vida de volta, mas será que ela consegue, ou será que ela tem que aprender um pouco mais sobre a magia da saudade? E será que a Vida de quem a gente ama, ela se vai, ou ela continua viva na memória da cabeça e do coração? Com certeza você escreveu esse livro com muito carinho. Claro, com muito carinho. Depois que o “Até que a e a Morte nos ampare", alcançou a marca de mais de 10 mil livros vendidos e, todo esse movimento que eu sou muito grato, porque eu acredito muito no poder que a arte tem de nomear dores, de fazer a gente tomar um cafezinho com os nossos medos e ver que eles não têm força sobre a gente. E depois desse movimento com o “Até que a morte nos ampare” foi no meio da pandemia que a ideia da Silvinha surgiu. E a gente vê que é muito importante trazer isso também para as crianças, porque as crianças são muito excluídas do processo de luto e muitas vezes elas já entendem o que está acontecendo. Então ficou uma dica de um recurso para conversar com a sua criança sobre isso. E outra coisa, o “O Mortinha da Silvia” não é só para as crianças. Eu recebo feedback da galera acima dos 20 anos também. E qual mensagem você deixa para o jovem que está passando por um momento difícil e acha que não tem solução? Tem uma parte do “Até que a morte nos ampare” que é bem legal e diz que “a vida só faz sentido quando ela é vivida, quando falamos das rosas que somos e dos espinhos que temos”. O que isso quer dizer? Se você está passando pela ansiedade ou pela depressão, você não é o seu diagnóstico. Assim como uma rosa tem os seus espinhos, que ela já nasce com eles, ela não deixa de ser rosa para virar apenas espinhos, ela ainda é uma rosa, ela ainda é perfumada. Não dá pra gente só sair cortando nossos espinhos e fingir que eles não existem porque eles existem, mas nós não somos eles. E fica a minha pergunta. Você é uma grande espinheira, aquela com pequenos botões de rosa ou é uma grande rosa com pequenos espinhos? Porque a gente não consegue se livrar deles, mas a gente aprende a conviver com eles. [[legacy_image_324499]] A depressão na adolescência é uma doença que, de acordo com a OMS, atinge até 20% dos jovens do mundo todo e, se não for devidamente tratada, pode levar à morte. Falar de prevenção ao suicídio ainda é um tabu que precisa ser quebrado e é um problema de saúde pública. Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria apontam que cerca de mil crianças e adolescentes, com idades entre 10 e 19 anos, cometem suicídio no Brasil a cada ano. Mas tem gente empenhada em acolher, ouvir e ajudar quem precisa de apoio emocional. Há 40 anos o Renato Caetano é voluntário do CVV, o Centro de Valorização à Vida, que oferece atendimento gratuito. Renato, com a sua experiência como voluntário do CVV, como é possível ajudar os pais e cuidadores a reconhecerem sinais precoces de um comportamento suicida? Olha, eu entrei no CVV aos 19 anos. Veja, nós somos pessoas comuns, não somos profissionais de saúde mental. Eu não tenho nem condição ou pretensão de fazer qualquer tipo de diagnóstico. Então a gente se baseia no que as pessoas que procuram o CVV nos relatam. Isso é independentemente de idade, mas muitos jovens relatam esse sofrimento mental e emocional. Muitos declaram fazer uso de ajuda profissional, de acompanhamento médico, alguns com o uso de remédios, através de orientação ou terapia, e é possível perceber que um sentimento muito presente em quase todas as pessoas que procuram o CVV é o sentimento de solidão. Ou seja, por algum motivo, essas pessoas se sentem isoladas, às vezes até exiladas. Elas não se sentem parte do grupo em que vivem e isso gera um sofrimento muito grande. Eu, quando não estou bem, chamo por alguém e falo, “eu não estou bem, eu preciso conversar”. Mas a gente sabe que a realidade de muitas pessoas não é essa. São pessoas que, mesmo com a família grande, por algum motivo que não nos cabe julgar, elas não se sentem ouvidas. Então o CVV tenta preencher ou se fazer presente, já há mais de 60 anos, para dar conta de um buraco social onde as pessoas não têm a quem recorrer. O CVV está aí para que as pessoas usem. Seja através do telefone, pelo site, onde você pode conversar por chat ou enviar um e-mail. É interessante, por exemplo, que no chat os voluntários percebem uma presença muito grande de jovens. Alguns dizem, “olha, eu tenho tantos anos de idade, eu não estou sofrendo, eu quero morrer”. E você ouvir isso de um jovem é estarrecedor. Então o exercício de esperançar é esse. Tentar fazer com que essas pessoas recebam atenção, um atendimento que dure o tempo que for necessário para que possa baixar aquela tensão. E quando ele desligar, que pelo menos esteja mais sereno. Não tem como querer que ele esteja mais calmo, porque isso é complicado e envolve muitos fatores. No CVV as pessoas têm o direito de perder a calma, têm o direito de chorar. É algo que qualquer pessoa com algum treinamento pode fazer. A gente fala treinamento, mas ele se baseia muito em perceber que, por exemplo, eu preciso deixar o outro terminar uma frase até o final. Porque no dia a dia a gente não é assim, de escutar com paciência e serenidade, prestar atenção no outro. Muitas das vezes a gente conversa com o outro mexendo no celular ao mesmo tempo. No momento que estou disponível no CVV, meu horário é daquela pessoa que está ligando. Eu sou um voluntário que trabalha conversando através do telefone. Existem voluntários que respondem e-mail, que trabalham no chat e existem voluntários que trabalham fazendo ações na comunidade. Rodas de conversa, por exemplo, palestras para que as pessoas possam perceber que qualquer um pode fazer o que um voluntário faz, ou seja, dar atenção. Qual a dica que você dá para quem está em casa e percebe que tem um adolescente, um jovem que está sofrendo? Como abordar o assunto para tirá-lo daquele lugar e tentar ajudá-lo? É preciso estar atento ao outro, seja um filho, um sobrinho ou um amigo. Como é o que a gente faz no CVV? Durante quatro horas, quando o telefone toca, e ele sempre toca, a gente atende e eu me disponibilizo para o outro e escuto a história. Então assim, pode ser feito em casa? Pode, porque as vezes a gente fala "mas em casa, com a família é diferente”, mas às vezes a gente não tenta. Se a gente puder chegar em casa, olhar para o filho, para a esposa, para o irmão e falar assim, “como é que foi seu dia, conta”. Mas não precisa ser algo mecânico, é realmente sentar na frente da pessoa e falar, “e aí, está cansado? Como foi seu dia hoje? Como foi na escola? Me conta, eu gostaria de saber”. E a ideia é que esse interesse seja legítimo e verdadeiro. Porque o outro percebe quando a gente está sendo falso. Eu sei perceber quando o outro só está falando mecanicamente. Ele não está sendo verdadeiro nem disponível. É um exercício. Por isso o voluntário do CVV é uma pessoa com um treinamento. Vamos estar atentos a estar presentes com o outro. Imagine você, quantas vezes alguém parado no ponto de ônibus, alguém que você nunca viu na vida encosta do seu lado e começa a contar a história dela. Já aconteceu comigo. E aí você pode ter duas escolhas. Você pega, mexe no celular pra fingir que você está distraído ou você ouve. Ouve até a hora que o ônibus chegar. Você percebe que aquela pessoa tem muito para dizer. Não importa a idade, mas o que nos grita, o que você falou. A Organização Mundial da Saúde e o Governo Federal abriram os olhos pra isso. Porque é o jovem, na faixa de 15 a 29 anos, que está tirando a própria vida em momentos extremos. Só que antes de fazer isso, existe um momento de, às vezes muito tempo, de sofrimento emocional e muito sofrimento mental. A gente está disponível para isso. Você acha que as redes sociais hoje, a internet, potencializa essa pressão que os jovens sofrem, essa cobrança que eles têm com eles mesmos? As redes sociais abriram um mundo para o bem e para o mal. O CVV não podia deixar de olhar para isso, porque o CVV, durante praticamente 50 anos, funcionou só no telefone. Só que o CVV percebeu que o jovem já não usa mais telefone, ele usa aparelho celular de tudo que é jeito, menos como telefone. E quem liga geralmente é o pai pra saber do filho. E a gente está presente hoje nas principais redes sociais, porque o CVV está no YouTube, está no Facebook, no Twitter, está no Instagram e está recentemente no TikTok. A gente produz conteúdo para tentar chamar a atenção do jovem e falar, “olha, nós estamos aqui. Se você puder conversar com alguém da sua idade, alguém próximo para falar, amenizar seu sofrimento. Se você puder falar com o seu pai e com a sua mãe, tudo bem, se você não conseguir falar, a gente vai estar aqui”. Você pode ligar pro 188 ou entrar no site “cvv.org.br”, onde você pode acessar uma janelinha para conversar com um voluntário em tempo real, por digitação, sem voz e nem imagem, ou você manda um e-mail. Quando o CVV começou a trabalhar com o e-mail tinha aquela lenda de que ninguém usa mais e-mail, mas foi surpreendente, porque em 2023 a gente deve fechar com mais de 100 mil e-mails respondidos. A gente percebeu que o pessoal se empenhou tanto que hoje a gente consegue com que quase 100% das cartas sejam respondidas em até 24 horas. Para nós é uma vitória poder estar presente para as pessoas sempre que elas precisarem, principalmente nas 24 horas do dia. Fim de ano é um fim de ano que é festivo para muita gente, mas para outras são dias de muito sofrimento, porque algumas delas passam por perdas que são impossíveis de medir a intensidade. E a gente está lá, disponível, a gente percebe que existe um acréscimo na procura nessas datas principais, no caso do Natal e Ano Novo. Renato, quem pode ser voluntário, o que é preciso fazer? Qualquer pessoa com mais de 18 anos pode ser voluntário, é uma questão de responsabilidade civil. Basta entrar no site do CVV, o "cvv.org.br" e clicar na opção “Quero ser voluntário”. Você coloca seus dados, vai ter uma informações de acordo com a cidade onde você está, do próximo curso que vai acontecer. E eu convido a todas as pessoas que sentirem vontade de conversar ou que conheçam alguém que não esteja bem, a falar do CVV. O site é bastante informativo, tem muita coisa legal para as pessoas se informarem. Também estamos no telefone 188, 24 horas por dia. É gratuito e funciona de qualquer lugar do Brasil, além do site e todas as principais redes sociais.