[[legacy_image_299297]] O Papo Tribuna também contou com a presença da jornalista Bárbara Farias, do Grupo Tribuna, e do professor de idiomas Waldemar Lopes. Os dois são cinéfilos — estudiosos e apaixonados pela sétima arte. Bárbara, você sempre traz dicas de cinema no Jornal da Tribuna - 1ª Edição e, desde 2018, também participa como colaboradora do Festival de Cinema de Santos. Queria que você explicasse pra gente sobre a Cidade, que já foi cenário em várias produções, e que a Prefeitura possui um departamento que estimula locações cinematográficas em algumas regiões. O Centro Histórico de Santos é belíssimo. (...) Em 2005, foi criada a Santos Film Commission, justamente para dar esse suporte ao audiovisual, pois começaram a ser gravadas aqui muitas produções de cinema, novelas, séries, documentários, e numa frequência bem grande. Eu ainda acredito que Santos será uma cidade cenário, assim como são Nova Iorque, Barcelona, Veneza, Praga, Budapeste. Lembro de alguns títulos filmados aqui, como Divaldo, o Mensageiro da Paz, que é um filme nacional maravilhoso, que foi gravado no Palácio José Bonifácio, que é a sede da Prefeitura. (...) Nós temos o Doze Horas até o Amanhecer, que é um filme em que o Brendan Fraser é o protagonista. Foi a partir dele que foi escolhido para fazer A Baleia e, consequentemente, ganhou o Oscar de melhor ator neste ano. O filme mostra o Porto de Santos e o Centro, também com a área de prostituição da Cidade. Waldemar, há 20 e poucos anos, você faz palestras sobre o Oscar, que é a premiação máxima do cinema. Como é que surgiu essa ideia? Sempre gostei de arte, de cinema e comecei a falar com os alunos da premiação dos filmes indicados. Isso acabou desembocando nessa minha palestra do Oscar, que é um evento beneficente, que está aqui junto com o Toninho (Campos). Nós fazemos essas palestras gratuitas. Bárbara, por que você acha que Santos se transforma em um celeiro para locações? Há também atores, atrizes, diretores que saíram daqui. O Projeto Querô incentiva isso, principalmente com a comunidade carente. O projeto nasceu do filme Querô, que é uma adaptação do livro do Plínio Marcos, santista e dramaturgo. (...) Eles (alunos do projeto) têm a oportunidade de conhecer como é a técnica, como se produz um filme, um enquadramento perfeito, que é uma linguagem completamente diferente da televisão. Waldemar, você lançou em 2019 um livro com foco na atriz Sônia Braga. Fala um pouco dele pra gente. Nós somos amigos e nos encontramos algumas vezes. Eu quis passar nesse livro os grandes personagens do cinema brasileiro, as maiores interpretações dela. Então, fiz um levantamento, coloquei um top five, e ela gostou muito. Eu também incluí outros atores de Santos, como o Ney Latorraca, o Nuno Leal Maia, o Oscar Magrini. (...) O nosso celeiro de artes cinematográficas. Como é que começou a paixão de vocês dois pelo cinema? Bárbara — Meu pai me levou ao cinema quando eu tinha entre 4 e 5 anos, na Sessão Coca-Cola do Cine Roxy. A partir dali, me apaixonei pelo cinema. (...) Meu pai me ensinou a ver o filme por dentro. (...) Muitas vezes, essa história por trás do filme é melhor do que aquilo que estamos vendo na telona. Waldemar — Meu pai também foi meu grande inspirador no cinema. Um imigrante português que gostava demais de cinema. Ele via de dois a três filmes por dia, inclusive nos cinemas de bairro aqui em Santos.