[[legacy_image_256983]] Quem presenteia é o 'coelhinho', mas quem paga a conta? Uma pesquisa realizada pelo Procon-SP divulgada na terça-feira (28) aponta que ovos de Páscoa estão 37,77% mais caros do que em 2022. E, neste ano, os preços podem ter diferença superior a 300% entre estabelecimentos. Então, resta pesquisar. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O levantamento foi feito em sites de varejistas. Nele, se encontraram variações de até 320,46% nos preços dos ovos de chocolate, 116,31% nos de tabletes e 65,54% nos de bombons. A dica para economizar é antecipar as compras, aconselha o diretor da Escola de Proteção e Defesa do Consumidor do Procon-SP, Marcus Vinícius Pujol. “O ovo de chocolate só é explorado comercialmente durante o período da Páscoa. Por isso, a tendência é o preço ser maior do que o tablete, que é comercializado o ano inteiro.” “Logo após o Carnaval, já se começa a vender ovo de Páscoa, no final de fevereiro e no começo de março. Não precisa esperar chegar perto para comprar. Quanto mais antecedência, menor o preço”, informa. Mas nada de agir por impulso, adverte Pujol. O especialista sugere ao consumidor procurar lojas perto de casa, preços mais em conta e dentro de sua expectativa de compra. “Não comprar na primeira loja. Às vezes, no site, vale mais a pena. Mas tem que prestar atenção ao frete”. Na pesquisa de preços, o profissional recomenda não levar crianças. Produtos de Páscoa visam a chamar a atenção nessa faixa etária, e pode haver pressão para serem adquiridos — inclusive, imediatamente. "A criança é apegada ao visual e à publicidade infantil", menciona. "Todos esses fatores de pesquisa e comportamentais ajudam o consumidor a ter um desconto e um alívio no orçamento." Mais carosNa comparação dos preços dos produtos pesquisados pela internet em 2022 e neste ano, o Procon-SP constatou que os preços médios ficaram mais altos: aumento de 37,77% em ovos de chocolate, 14,04% em bombons e 4,37% em tabletes. O levantamento ocorreu entre os dias 13 e 15 deste mês, em nove lojas on-line. Coletaram-se os menores preços à vista, para pagamento no cartão de crédito, disponíveis no site no momento da coleta, sem considerar frete, promoções ou descontos. Onde comprarCostuma haver dúvida entre comprar presencialmente ou de forma on-line. O diretor do Procon-SP observa que, no ambiente virtual, costuma sair mais barato. "Pessoalmente, a pessoa está pegando e vendo o produto. Então, a tendência é pagar o que for para levá-lo para casa. Porém, na frieza da tela do computador, o que chama a atenção é o preço”, comenta. O ideal é atentar ao horário de compra no site. Pujol informa que o preço do produto varia com o número de usuários na plataforma: quanto maior o tráfego, mais o valor sobe. Ele recomenda evitar o fim da tarde e o início de noite para compras virtuais. Pela manhã, tendem a custar menos. AlertaPujol alerta: os ovos de Páscoa que contêm brinquedos devem apresentar selo do Inmetro na embalagem, com descrição de faixa etária indicada e a identificação do fabricante ou importador. Também é preciso conferir as instruções de uso e de montagem, quando for o caso, e riscos que a criança possa correr.