[[legacy_image_345264]] Inúmeros projetos editoriais de A Tribuna marcaram época e representaram pioneirismo na trajetória do jornal, que completa 130 anos nesta terça-feira (26), seja pelo conteúdo abordado, pela proposta gráfica e pela valorização das imagens. São nomes que até hoje permanecem na mente dos leitores, como A Tribuninha, AT Revista, Tribu, Praia & Cia, AT Mulher, Ciência e Boa Mesa. Iniciado em 2001, o caderno Ciência continua na memória de A Tribuna pelo pioneirismo, ao tratar assuntos que começavam a ganhar corpo e pelo projeto gráfico, que chamava a atenção dos leitores. “À época, termos como sustentabilidade e mudanças climáticas estavam ganhando um sentido prático na sociedade. Sempre foi a tônica levar ao público a realidade pelas lentes da Ciência, o futuro, mas sem abrir mão do contexto que nos cerca”, relembra o então editor, o jornalista Marcus Neves Fernandes, atual secretário adjunto de Meio Ambiente de Santos. O critério de escolha dos temas sempre foi o jornalístico e, aliado fundamentalmente a isso, o ineditismo, com assuntos que, muitas vezes, tinham que ser garimpados em teses e estudos. “Buscamos mostrar o que estava sendo feito, a vanguarda dos estudos e o que poderia se transformar em realidade. Hoje, boa parte do que abordamos está aí. Mas, por outro lado, revisitando algumas daquelas reportagens, também é possível perceber como muitas alternativas ainda caminham a passos lentos.” [[legacy_image_345265]] Para contar tantas novidades, a diagramação foi um capítulo fundamental. “O caderno Ciência foi um marco na questão gráfica de A Tribuna porque a edição sempre teve preocupação com o visual das páginas, procurando valorizar as imagens, não apenas em dimensões grandes, mas também em cortes diferentes dos habituais”, explica o chefe de Diagramação de A Tribuna, Luiz Sérgio Moura. Moura observa que fotos de ciência, meio ambiente e astronomia, por exemplo, sempre rendem belas imagens, e a proposta do caderno era priorizar esses registros. “Eles eram explorados, muitas vezes, como recurso principal na construção do layout, tendo muitas vezes o mesmo peso ou mais que a parte editorial. A capa do caderno, por exemplo, era capa-pôster.” Fernandes conta que, nas escolas, o jornal acabava se transformando em material para várias disciplinas. E os temas seguem atuais numa realidade marcada pelos preceitos da sigla ESG (iniciais de ambiental, social e governança, em português), valorizados por A Tribuna. “A ciência, a tecnologia e o meio ambiente estão no centro das discussões mundiais.” 345266 Boa MesaIniciado em 2012, o caderno Boa Mesa, integrado desde janeiro de 2022 ao suplemento domingo+, antecipou a gastronomia como tendência e alvo de interesse, culminando com os diversos reality shows envolvendo o tema. A jornalista Fernanda Lopes, atualmente editora de primeira página de A Tribuna e do domingo+, fez o curso de Gastronomia da UniSantos bem antes — é da turma de 2007, quando os cursos ainda engatinhavam no Brasil. “Foi quando vi que daria para unir o jornalismo com a gastronomia. Tinha tanta coisa bacana que, antes, era transmitida pelo caderno de receitas e pela oralidade. Pensei que poderia ser essa pessoa a transmitir esse conhecimento”, afirma. O início foi com uma coluna de receitas em 2010, na AT Revista, depois transformada em blog dentro de ATribuna.com.br. O sucesso motivou o caderno. “Ele era menos de receitas, como até hoje, e mais para falar das tendências gastronômicas, além de dar espaço para o que está abrindo de restaurantes e bares na Cidade e na região. As pessoas gostam de conhecer lugares novos.” Além da presença no domingo+, o Boa Mesa continua firme e forte com as receitas publicadas diariamente no caderno Galeria. Quando leitores encontram Fernanda, fazem questão de revelar que colecionam receitas, dizendo que vão fazer ou que já realizaram alguns dos pratos. 345267 “O Boa Mesa é um registro histórico muito importante porque mostra a evolução da gastronomia local, porque é cultura e, além disso, porque é uma faceta importante da economia. Somos uma região turística e a gastronomia é mola propulsora do turismo”, analisa Fernanda.