[[legacy_image_220883]] Prefeituras da região estimam aumento de receita para o próximo ano muito superior à inflação oficial do País. Em Bertioga, a arrecadação prevista é 38,06% superior à deste ano e, em Cubatão, 25,46%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 7,17% em 12 meses, entre outubro do ano passado e setembro último. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A receita esperada para Bertioga em 2023, segundo a Secretaria Municipal da Fazenda, deverá saltar de R\$ 634,989 milhões para R\$ 876,652 milhões. Com isso, a Prefeitura reservará R\$ 105,611 milhões, ou 12,05% do total, para investimentos. A maior parte (R\$ 83,354 milhões) será utilizada em obras de pavimentação e drenagem. A Administração também projeta gastar R\$ 5,724 milhões na construção de creches e R\$ 4,035 milhões na ampliação do hospital municipal. Quando esse equipamento de saúde estiver pronto, ganhará dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para adultos, quatro salas de cirurgia e 62 vagas de internação. A maior parte dos recursos da Cidade para o próximo ano virá da arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU, R\$ 189,461 milhões) e dos royalties do petróleo (R\$ 96,850 milhões). CubatãoPor sua vez, Cubatão prevê um orçamento de R\$ 1,437 bilhão para a Administração Direta em 2023. Neste ano, a receita prevista era de R\$ 1,145 bilhão. Do total esperado para o ano que vem, há R\$ 91,577 milhões programados para investimentos (9,40%). A Prefeitura não detalhou como empregará esse montante específico. As principais fontes de arrecadação da Cidade para o próximo ano são o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS, R\$ 500,8 milhões), royalties do petróleo (R\$ 152,896 milhões), Imposto sobre Serviços (ISS, R\$ 146,690 milhões) e IPTU (R\$ 134,053 milhões). MaioriaBertioga e Cubatão estão entre as sete cidades da Baixada Santista que projetam,no Orçamento para 2023, reservar percentual para investimentos maior do que a média dos municípios do País. A informação consta em reportagem publicada ontem em A Tribuna. Esse índice tem por base pesquisa da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), segundo a qual, em 2020, as cidades brasileiras destinaram 7,1% de sua receita para obras, moradias e equipamentos municipais. À exceção de Itanhaém, que reservará 6% de sua receita para investimentos, e Peruíbe, que não citou percentual, as demais cidades locais separarão até 13,61% para fazer investimentos.