[[legacy_image_80329]] A Baixada Santista está com uma ocupação de internados em Unidade de Terpia Intensiva (UTI) 34,42% menor do que no Estado. Enquanto a região tem uma taxa de 42,1% de internados na unidade voltada para pessoas em estado grave, o Estado tem 64,2% de ocupação. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Vale lembrar que esse índice na região chegou a 92% no fim de março e 79% em maio. Em Santos, a ocupação em UTIs era de 43% em 15 de janeiro. Na quinta (15), esse índice estava em 44%. Segundo o secretário de Saúde de Santos, Adriano Catapreta, foi observada a eficácia da vacina, independentemente do tipo que foi aplicada, principalmente nos maiores de 60 anos. “Vimos uma queda considerável a partir do momento a partir em que houve queda de mortes e ocupação de UTI por pessoas acima dessa idade. Apesar do aumento no número de internados, os pacientes moradores de Santos eram 62% em janeiro e hoje são 48%. A queda não foi maior porque surgiram outros fatores como as variantes”. Em Praia Grande, a taxa de ocupação da UTI covid-19 está em 39%. No primeiro semestre, chegou a 100%. “A Cidade trabalha duro desde o início da pandemia. Mesmo com um índice de internação menor, a população deve seguir com os protocolos de higiene, usando máscara e evitando aglomerações. A pandemia ainda não acabou”. pede o secretário de Saúde, leber Suckow Nogueira. Já em Guarujá, a ocupação hoje é de 26%, considerando leitos públicos e particulares. Na primeira quinzena de abril, por exemplo, quando o Município vivenciava um pico de novos casos e internações, as taxas de ocupação em UTI estavam na casa dos 90%. “É uma queda acentuada em relação ao primeiro semestre, em especial nos meses de março e abril, quando tivemos um novo pico de casos da doença. A redução indica a eficácia do processo de vacinação somada à adesão às medidas educativas, cada vez mais inseridas no hábito cotidiano”, diz o secretário de Saúde de Guarujá, Vitor Hugo Canasiro. Entre os dias 15 de junho e 15 de julho, São Vicente teve variações de 100% a 30%. Em 15 de junho, eram 10 leitos de UTI ocupados, ou seja, 100%. Essa situação se estendeu até o dia 20. A partir daí, de 21 de junho a 14 de julho, os números oscilaram de 90% a 40%. Na quinta (15), era de 30%. “É uma notícia extremamente positiva. Mesmo com as oscilações, observa-se que, desde o dia 20 de junho, a Cidade não tem ocupação máxima em leitos de UTI, conseguindo controlar a demanda e evitar o colapso. Nos últimos três balanços, conseguimos diminuir em 50% a ocupação. Essa queda é mais acentuada se levarmos em conta a situação de abril e maio, em que a ocupação chegou a estagnar nos 100%”, diz a secretária de Saúde, Michelle Santos. Mais cidades Já em Cubatão, a taxa era de 97,62% em março e agora está em 81,74%. Mongaguá tem apenas 22 leitos de enfermaria na UPA, e Peruíbe também não tem UTI. “Nós insistimos nas ações de conscientização para que a população evite a disseminação da doença. Apesar de termos o apoio de hospitais referência, o ritmo do contágio ainda é alto”, explica o diretor de Saúde de Mongaguá, Marcelo Marco. Na contramão Em Bertioga, a média de ocupação no primeiro semestre de 2020 era de 14,65% contra 55,62% no mesmo período deste ano. A secretária de Saúde da Cidade, Janice Santos, esclarece que o lockdown feito no início do primeiro semestre de 2020 contribuiu para combater a disseminação da covid-19, e isso reflete nos números de internações. “É importante ressaltar que nos três primeiros meses de 2020 não havia UTI covid-19 na Cidade, o que contribui em uma porcentagem menor em comparação com 2021. Outros fatores importantes para o aumento na média de ocupação são as novas cepas e o relaxamento de algumas pessoas diante das medidas de contenção, mesmo com as orientações da Prefeitura e com os decretos municipais”, explica ela. Para o infectologista Eduardo Santos, enquanto a maioria da população não está vacinada, é fundamental seguir usando máscara, higienizando as mãos e evitando aglomerações. “Não podemos pensar que a situação está mais confortável, pois pode piorar tudo de novo”.