[[legacy_image_242495]] A terceira fase do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que ligará o Terminal Barreiros e o Bairro Samaritá, na Área Continental de São Vicente, começa a dar seus primeiros passos. Isso se deve ao edital de chamamento das empresas interessadas em executar obras de recuperação, reforço e ampliação da Ponte Jornal A Tribuna (mais conhecida como dos Barreiros). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O superintendente de Engenharia da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), Pedro Luiz de Brito Machado, afirma que as obras na ponte devem começar no meio deste ano e terminar em maio de 2025. Já o primeiro passageiro deve ingressar nos trens desse trecho em abril de 2027. “Estamos pensando em gastar cerca de R\$ 160 milhões, e em todo o terceiro trecho, R\$ 505 milhões”. Segundo a empresa, o projeto de reforma da ponte prevê ampliação e reforço da estrutura, duplicação da parte ferroviária (atualmente inoperante), expansão do trecho de passeio e melhorias na infraestrutura rodoviária. Os serviços serão divididos em dez etapas, incluindo reforços estruturais, execução da base metálica, remoção do pavimento atual, levantamento da estrutura da ponte rodoviária, nova pavimentação, concretagem, drenagem e iluminação pública. ComplementoAlém das obras na Ponte Jornal A Tribuna, os demais pontos do trajeto devem ser feitos paralelamente. “Temos, agora, que ir atrás do licenciamento ambiental. No primeiro trecho, conseguimos, pois estamos bem sintonizados com a Prefeitura. Agora, para o resto, estamos solicitando a licença de implantação à Cetesb (Companhia Ambiental do Estado). Tudo correndo bem, estamos iniciando essa parte da obra no meio de dezembro”. A EMTU explica que, quando a fase começar a operar, a concessionária inserirá 11 trens novos no sistema, que se somarão aos demais. Quando for totalmente concluído, o VLT terá, ao todo, 27 quilômetros de extensão, considerando os 11,5 já em operação (Barreiros/Estação Porto), oito do segundo trecho, entre Conselheiro Nébias e Valongo (em obras); e os 7,5 quilômetros entre Barreiros e Samaritá (veja mapa). “O objetivo é atender às pessoas, reduzir o tempo de deslocamento. Levando as pessoas para o Centro, onde há hospitais, escolas. Além da questão urbanística da Cidade, possui uma intenção social”, frisa Pedro Machado. AprendizadoO superintendente da EMTU afirma que as obras da primeira fase do VLT e, sobretudo, da segunda — estas, com 32% concluídos até dezembro — trouxeram aprendizado importante para a jornada que começará em breve. “Na segunda fase, estamos reformando uma casa com os moradores dentro, e a gente precisa tratar muito bem as pessoas. Às vezes, a gente falha, a empreiteira falha, deixa uma poça d’água que não deveria deixar... São problemas que estamos tentando evitar ao máximo. Para a terceira fase, a gente aprendeu que, para entrar numa área pública, muito densa, precisa cuidar bem da população”, complementa Machado. [[legacy_image_242496]] Prefeito animadoO prefeito de São Vicente, Kayo Amado (Pode), não esconde o ânimo com a perspectiva da terceira fase do VLT. No entanto, afirma que insistirá no cumprimento dos prazos, para o atendimento dos moradores da Área Continental. “São Vicente recebe essa notícia com alegria. É sinônimo de trabalho recompensado, pois, há algum tempo, já vinha trabalhando em conjunto com a EMTU, com o objetivo de organizar toda a parte técnica e documental, para que a licitação saísse. Embora o processo pertença à empresa, a Prefeitura também possui uma série de responsabilidades, como promover estudos e ações para que a obra saia do papel”. Amado comenta que o Município fiscalizará os trabalhos, acompanhando o cumprimento do cronograma, sugerindo melhorias ao projeto e se pondo à disposição para resolver o que depender da Prefeitura. “O impacto nos deslocamentos e nas vidas das pessoas é imenso, tendo em vista que, com o VLT, poderão economizar tempo. A Área Continental concentra mais de 40% da população de São Vicente. Essa economia trará para o vicentino a oportunidade de passar mais tempo com a família e os amigos”, antevê o prefeito. MobilidadeO prefeito acrescenta a existência de um pleito para que a ciclovia que atravessa a Avenida Angelina Pretti seja uma das primeiras etapas paralelas da obra do VLT. “A obra tem os seus desafios burocráticos, como a licitação, que, finalmente, foi publicada. A previsão é que os serviços sejam concluídos em até quatro anos. O que podemos garantir é que a EMTU, quando esteve conosco em reunião, apresentou um cronograma que, até então, foi cumprido, com a publicação deste primeiro edital de contratação”, diz Kayo Amado.