[[legacy_image_260592]] Um antigo desejo dos municípios da Baixada Santista deve voltar à mesa de discussões sobre infraestrutura para a região. A possibilidade de uma nova estrada ligando a região com o Planalto agrada ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e anima prefeitos e autoridades locais. Seria um incremento importante ao transporte de cargas ao Porto de Santos e, de quebra, ainda representaria um incentivo ao turismo regional. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De acordo com a Secretaria Estadual de Parcerias em Investimentos (SPI), “estão sendo desenvolvidos estudos técnicos iniciais que promovam uma terceira alternativa rodoviária ao trecho litoral-planalto entre a Baixada Santista e a Grande São Paulo, com foco no custo-benefício e em transportes de cargas que desçam ao Porto de Santos”. Uma delas, batizada de Linha Verde, partiria de Suzano e ligaria o Rodoanel Leste e as vias Dutra e Ayrton Senna ao Sistema Anchieta-Imigrantes. Segundo a pasta, “a outra seria a construção de nova pista expressa paralela às atuais em parceria com a concessionária Ecovias. Há ainda o planejamento da expansão dos eixos para caminhões na Via Anchieta, aumentando sua capacidade”, reforça a SPI. "Isso já faz parte dos nossos planos de infraestrutura, entendemos como prioridade. Eventualmente, uma ligação do Alto Tietê com a Baixada, partindo de Suzano. Existe toda a complexidade ambiental e financeira, é verdade, mas temos que estudar isso desde já”, antecipou o governador, em entrevista exclusiva para A Tribuna no último dia 26 de março. Concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes desde 1999, a Ecovias se diz aberta ao diálogo sobre essa nova ligação entre o Planalto e a Baixada. “A concessionária se coloca à disposição do Poder Concedente para continuar investindo na Baixada Santista e em outros trechos do SAI, inclusive, se for do interesse da sociedade e do governo, contribuir com alternativas para uma nova transposição da Serra do Mar. Continuamos à disposição para discutir alternativas e para apresentar avaliações e estudos já concebidos sobre o assunto”, diz a empresa, em nota. “A Ecovias permanece atenta a todas as melhorias de infraestrutura que possam ser feitas para trazer mais segurança e conforto para os usuários”. Além da rodovia O prefeito de Mongaguá e presidente do Condesb, Márcio Melo Gomes, o Márcio Cabeça (Republicanos), destaca que “é importante a ampliação a infraestrutura para transporte de cargas, mas não apenas a rodoviária”. "A malha ferroviária também é crucial. Além disso, defendo a necessidade de resgatarmos o projeto de uma nova rodovia ligando as cidades do Litoral Sul ao Planalto, como forma de reduzir os congestionamentos do Sistema Anchieta-Imigrantes e distribuir melhor o trânsito na região”, sintetiza. Prefeita de Praia Grande e presidente do Condesb até o início deste ano, Raquel Chini (PSDB) também acredita que a ligação é necessária para aumentar a capacidade de fluxo de carga nos terminais portuários, especialmente com o crescimento constante do cais e para o turismo. No entanto, ela cobra agilidade na execução dos eventuais planos. “Entre a elaboração do projeto, a licença ambiental e a construção, já estamos atrasados com isso, uma vez que no Sistema, atualmente, os caminhões praticamente trafegam em duas faixas, sobrando somente uma para veículos mais leves. Sem contar que a Anchieta passa constantemente por manutenções, e caminhões maiores têm dificuldade de trafegar pelo local”, alerta. Otimismo Outros prefeitos da região ouvidos pela Reportagem também veem com otimismo a possibilidade de uma nova ligação entre o Planalto e a Baixada Santista virar realidade. O prefeito santista Rogério Santos (PSDB), por exemplo, é um deles. No entanto, ele acredita que a construção do túnel da Zona Noroeste, que permitira a ligação com o Bairro Marapé, também seria de extremo valor para a mobilidade regional. "Levamos para o governador essa ligação do túnel da ZN, do maciço central. Os carros desceriam pela Imigrantes e, ao invés de pegarem a interligação em Cubatão, para chegarem à Anchieta, viriam diretamente pela Imigrantes, entrariam por São Vicente e sairiam pelo Marapé. Segregaria um pouco o trânsito usual de carros dos veículos que acessam o Porto”. O prefeito de Cubatão, Ademário Oliveira (PSDB), vai na mesma linha. Ele acredita que uma nova alternativa de ligação entre Planalto e Baixada Santista oferecerá maior capacidade, comportando o deslocamento de carros e caminhões de carga, com segurança, pois as rodovias com acesso ao porto estão diariamente congestionadas. “É importante que todos os atores – União, Estado e Municípios – estejam envolvidos e integrados. Nesse sentido, é importantíssima a discussão por parte do Condesb”, recomenda. O prefeito de São Vicente, Kayo Amado (Pode) acredita que terceira ligação viária entre o Planalto e a Baixada Santista é fundamental diante do cenário de retomada econômica do País, contribuindo para o projeto que visa alavancar o potencial da Área Continental, sobretudo para os setores industrial e portuário. “Nossa ideia é que a Área Continental possa ser uma área de expansão para o Porto de Santos, e nesse sentido, uma terceira ligação entre o Planalto e a Baixada será um projeto importantíssimo”, vislumbra. JÁ o prefeito de Guarujá, Válter Suman (PSDB), crê que uma nova ligação iria fomentar ainda mais o desenvolvimento da região, especialmente quanto ao turismo, um dos carros-chefe da nossa economia e à espera da decolagem do Aeroporto Civil Metropolitano. No entanto, a ligação seca entre a cidade e Santos não deve ser deixada de lado. "Não podemos deixar de fazer a lição de casa, que já se apresenta há bastante tempo, como o túnel submerso, capaz de solucionar um considerável nó na mobilidade urbana da região e irá irradiar impacto positivo para todas as cidades”, complementa.