[[legacy_image_295018]] É comum que as pessoas associem relacionamentos amorosos com sexo. Afinal, muitos acreditam que esta é uma forma de demonstrar amor. Entretanto, no Dia do Sexo, comemorado nesta quarta-feira (6), casais da Baixada Santista contam como foi iniciar um relacionamento sem relações sexuais. De acordo com o morador de Cubatão, o contador Oziel da Silva e sua esposa Priscila Silva, ambos de 40 anos, o sexo foi criado por Deus, não somente para a reprodução, mas também para o prazer dentro do casamento. “Toda escolha sendo baseada na palavra de Deus e na direção dele, se torna uma bênção em nossas vidas”, explica. E essa é a mesma crença da jornalista Ana Gabriela, de 27 anos, moradora de Praia Grande. Segundo ela, antes de conhecer o seu esposo, Elias Salu, de 34 anos, - que exerce a mesma fé -, eles já tinham um relacionamento individual com Deus e que era importante cultivá-lo, ainda que a dois. “A gente sabia desde que começamos a namorar que essa seria a nossa escolha até o dia do nosso casamento”, conta. A assistente administrativa de Guarujá, Mara Bernardino, de 32 anos, conta que no início do seu relacionamento com seu marido, Vinicius Bernardino, de 34 anos, eles iniciaram um propósito de oração, e ficaram por alguns meses sem ao menos beijar. Para eles era importante ter esse momento. “Foi uma escolha pessoal, pois na época que comecei queria algo diferente”, conta. Para os entrevistados, a religião cristã foi uma das maiores influências para a decisão da castidade - que é abstenção de prazeres carnais e de tudo que a eles se refere. [[legacy_image_295019]] ExperiênciaApesar de optarem por manter relações sexuais apenas após o casamento, os entrevistados contam que o desejo pelo parceiro sempre existiu. Mas, que acreditam em um propósito maior, baseado na fé cristã - e princípios bíblicos. “A espera é difícil. Mas, quando temos um propósito em Deus, vemos que vale a pena ir na contramão do ‘mundo’ e resistir às tentações. Muitos dizem ser algo careta, mas, na verdade, é uma experiência gratificante em saber que aquela pessoa decidiu esperar até o dia do casamento”, conta Oziel. “Não é como se não sentíssemos vontade, mas tínhamos um propósito maior. Entendemos que depois do casamento teríamos tempo para isso e, de quebra, ainda teríamos uma liberdade com Deus”, explica a jornalista, casada há quase três anos. E engana-se quem acredita que esta é uma decisão fácil, uma vez que trata-se de uma escolha diária. Hoje, com quase uma década de matrimônio, Mara explica que ela envolve respeito de ambas as partes. “Foi difícil, mas conseguimos nos manter em celibato durante o período de namoro”. A assistente ainda ressalta que essa fase foi muito importante para que eles se conhecessem para além do sexo. “Conversávamos muito, e nessa fase achei importante ter essa parte, porque até depois que casarmos, a conversa tem sido sempre presente para gente, principalmente na tomada de decisões entre nós”. Oziel, que está casado há 20 anos, ainda traz à memória uma passagem bíblica que faz jus à escolha, com amor e respeito. “O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”, conclui. Antes do casamentoAinda noivos, os santistas Matheus Moreira, de 25 anos e Gabriela Marotti, de 23 anos compartilham da mesma ideia dos casais entrevistados. “Fazer sexo é o momento mais íntimo que um casal pode ter e também algo extremamente importante, na minha visão é algo que deve ser feito realmente com a pessoa mais especial da sua vida”, conta Matheus. Para eles, que se conheceram em 2018, em um ‘almoço dos solteiros’, com dois amigos em comum, manter esse princípio é bem desafiador, mas ter a certeza de que se está com a pessoa que você quer passar o resto da sua vida, traz conforto e força para continuar. “A maior importância de tudo isso, é o fato de saber que me guardei a vida inteira para a pessoa certa, mostrando o quando ela é importante para mim e também o quanto eu a amo, dando esse voto de confiança e integridade até o casamento”, conclui. [[legacy_image_295020]]