[[legacy_image_1315]] O suposto vazamento de mensagens entre o atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o coordenador da Lava-Jato, Deltan Dallagnol, deixou muitos políticos em alerta. O aplicativo Telegram, até então considerado mais seguro que o WhatsApp para esse tipo de conversa, também se mostrou vulnerável. E ninguém está imune aos ataques. “Hoje há tanta informação que, ao mesmo tempo em que se aprimoram os dispositivos de segurança, avançam os meios de invasão. A lista de empresas invadidas é enorme e mostra que ninguém está imune. Facebook, Uber, Google, Netflix, Yahoo”, comenta o professor de Tecnologia e Marketing da Esamc e colunista de A Tribuna, Renato Melo. Para o especialista, o caso de Moro tem uma motivação política clara, mas há outros fatores que influenciam esses ataques. “Tem também aqueles grupos tomados por anarquia e rebeldia que se sentem poderosos ao invadirem uma grande empresa. Há milhares de materiais na deep webque contribuem para o surgimento de novos crackerstodos os dias”. Nos últimos dias, diversos noticiários têm chamado os autores do vazamento das mensagens de hackers, mas existe uma diferença grande entre eles e os crackers. Segundo o portal especializado Olhar Digital, os objetivos os diferem. “De uma forma geral, hackerssão indivíduos que elaboram e modificam softwaresehardwaresde computadores, seja desenvolvendo funcionalidades novas ou adaptando as antigas. Já crackeré o termo usado para designar quem pratica a quebra (ou cracking) de um sistema de segurança”. De acordo com Melo, algumas medidas podem ser tomadas para evitar a dor de cabeça com esses vazamentos. “Usar o banco somente pelo aplicativo oficial, não fornecer sua senha em nenhum canal online e fazer compras somente com sites com selos de segurança e protocolo https”. Niva Silva, professor do curso de Design e coordenador do Anima Lab, laboratório de inovação da São Judas - Unimonte, afirma que o comportamento nas redes sociais e aplicativos precisa ser cuidadoso. “A gente se acostumou a publicar nossas informações nas redes sociais. Precisamos ter consciência de com quem estamos compartilhando as imagens, mensagens. Redes sociais, como Facebook e Instagram, te permitem determinar a cada informação se ela será visível para determinadas pessoas. Ou até compartilhar uma mensagem individualmente. Mesmo nesses níveis mais restritos, não é possível confiar nessas grandes redes. Elas se baseiam nas informações de cada usuário”, justifica o professor.