[[legacy_image_242938]] Consumidores da Baixada Santista pretendem gastar, em média, R\$ 200,00 nas compras de material escolar deste ano, segundo pesquisa do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista e do Vale do Ribeira. Entre os empresários, 68% esperam aumento nas vendas. Aos consumidores, a dica de economistas é muita pesquisa para as aquisições e nada de levar crianças às papelarias. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Conforme o levantamento, feito entre os dias 13 e 23 com 200 consumidores e lojistas da região, 27% dos clientes pretendem gastar R\$ 200,00; 24%, acima de R\$ 300,00; 19% separaram entre R\$ 201,00 e R\$ 300,00; outros 19%, entre R\$ 51,00 e R\$ 100,00; para 11%, os gastos não ultrapassarão os R\$ 50,00. Os gastos serão pagos, em sua maioria, com cartão de crédito (59% escolheram essa modalidade). Os 41% restante escolheram o pagamento à vista — 23% no débito e 18% em dinheiro. Ainda conforme o levantamento, os itens mais procurados são lápis e canetas coloridas (84%), seguidos de cadernos e agendas (62%); materiais de papelaria, como papel sulfite, cartolinas e pastas (39%); mochilas e lancheiras (38%) e livros (23%). O presidente do sindicato, Omar Abdul Assaf, afirmou que o retorno à rotina normalizada levou os consumidores a pensarem em investir mais nos itens escolares. “No ano passado, ainda havia certa cautela, muitos filhos continuaram estudando em casa por um período. Então, neste ano, as pessoas estão mais dispostas a investir mais”, diz. Lojistas Para 68% dos empresários, haverá aumento nas vendas em relação a 2022. Entre estes, 30% calculam um crescimento de 5% a 10%, enquanto 26% estão contando com uma elevação superior a 15%. Para 20% dos comerciantes, haverá acréscimo entre 10% e 15% nas vendas. Há 24% mais cautelosos, prevendo aumento de 5%. O comerciante Luiz Renato Lima Dada, de 36 anos, dono de uma grande papelaria de Santos, afirma que prevê vendas acima de 20% neste ano, na comparação com o anterior. “O movimento tem sido bom, estamos otimistas. No ano passado, ainda havia muitas preocupações com relação ao retorno presencial. Muitos pais matricularam os filhos depois do começo do ano”, diz. E, nesse retorno, segundo a pesquisa, para lucrar os comerciantes terão que dar descontos, já que isso importa para 73% dos consumidores na hora de escolher a loja onde comprarão os produtos. [[legacy_image_242939]] Quando for às compras, melhor não levar as crianças Segundo o economista Denis Castro, a primeira dica para economizar é não levar os filhos às compras. “O recomendável é que o consumidor seja objetivo, fiel à lista de materiais e compre somente o necessário. Ao levar os filhos, os pais podem ser pressionados a levar produtos mais caros, por terem super-heróis estampados”, analisa. Segundo a pesquisa, 68% dos pais levam os filhos às compras. Segundo o comerciante Luiz Renato Lima, isso acontece porque a compra do material é muito individual. “Entre os gastos com educação, os materiais são a menor fatia. (...) Mas, diluídos no ano, não pesam”, diz. Essa, aliás, é uma das dicas do economista (veja destaque acima). Para economizar, pode-se parcelar o custo dos materiais e evitar comprar pouco antes do começo das aulas, quando a demanda sobe. Segundo a pesquisa, 54% dos consumidores deixam para adquirir materiais escolares no início das aulas. Dicas para economizar Recicle o material escolar do ano anterior; Fracione as compras. Alguns itens da lista de compras não precisam ser comprados no começo do ano, como é o caso dos livros paradidáticos, geralmente divididos por bimestre; Compre livros usados. Sebos são uma boa opção. Também há feiras livres no início do ano para venda e troca de livros; Compre material escolar barato no atacado; Pague à vista e negocie descontos. Sempre há margem de negociação; Itens de uso comum ou que não serão utilizados diretamente pelo aluno não devem constar na lista de material escolar; Compre material no final do ano letivo, não no começo; Não leve as crianças para as compras com você, pois elas gostam de produtos da moda; Adquira apenas o que está na lista; Antes de sair de casa, negocie com seu filho condições relacionadas às marcas e aos personagens nos produtos; Pesquise preços em diferentes lojas; Evite comprar material escolar em lojas não especializadas, em geral mais caras; Não deixe para a última hora: é mais caro ou pode não haver o que se procura.