[[legacy_image_306976]] Paciência é palavra constante no dicionário de quem utiliza a travessia entre Santos e Guarujá. Indignação também. Não são poucas as vezes em que o tempo de espera supera uma hora — e, de acordo com relatos de motoristas, nem sempre por causa da força da maré. Tal situação fez o Ministério Público paulista (MPSP) cobrar explicações do Governo do Estado. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O promotor Daniel Gustavo Costa Martori, da 4ª Promotoria de Justiça de Guarujá, enviou um ofício ao procurador-geral de Justiça, Mário Luiz Sarrubbo. Nele, pediu ao procurador que envie a solicitação de informações à secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado, Natália Resende Andrade Ávila. Entre as queixas, estão “atrasos constantes e filas extensas na balsa (...) em virtude do número insuficiente de balsas em operação, desorganização das filas e demora na operação da travessia; e prestação de serviço público de forma inadequada, com ofensa ao Código de Defesa do Consumidor e à Lei Federal 8.987/95 (rever o compromisso de investimento mínimo anual da concessionária destinado a atender a expansão do mercado e a ampliação e modernização)”. De acordo com o Ministério Público Estadual, ainda na terça, foi expedido ofício ao Departamento Hidroviário, solicitando informações para que seja esclarecido “o andamento dos investimentos e reformas nas embarcações da travessia Santos-Guarujá, bem como apresentação do relatório, informando o tempo médio referente ao mês anterior, de espera para a travessia em ambos os lados, apontando eventuais problemas naturais ou situação marítimas que fujam ao controle do referido Departamento”. Para, espera, segueA Reportagem esteve nesta quarta-feira (25) na fia para a travessia de balsas, do lado de Santos, na Ponta da Praia. A insatisfação foi geral, especialmente de quem trabalha com transporte de cargas ou passageiros. “Dá para ver o nosso contentamento (com o tempo de espera)”, ironiza o motorista de aplicativos Sérgio de Sá. “Uso a travessia com frequência, por conta do trabalho. Talvez a solução passe por mais embarcações. Precisam reorganizar isso, porque é um atraso na vida de todo mundo”, queixa-se. Na faixa ao lado, Carlos Roberto Souza Andrade aguardava, com seu caminhão de entregas, o momento de seguir para Guarujá. “Essa travessia é horrível. Quando o tempo de espera aumenta, é péssimo. Hoje (ontem) estava até tranquilo (pela manhã, girava em torno de 15 a 20 minutos), mas já fiquei 1h20 aguardando”, lamenta. A auditora Adriana Concile trabalha em Guarujá há 25 anos e usa diariamente a travessia. “É sempre a mesma coisa. Parece que todo dia tem maré alta, balsa quebrada, alguma coisa para atrapalhar”, comenta. Outro ladoEm nota, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) informa que ainda não foi notificada e “está à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários tão logo isso ocorra, como sempre fez”.