[[legacy_image_243949]] As mortes por covid-19 caíram 78,1% em 2022, em relação a 2021, na Baixada Santista. Apesar da queda acentuada nos números, especialistas reforçam que a pandemia não chegou ao fim e que é preciso manter os cuidados. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A porcentagem é com base nos números fornecidos pelas prefeituras de sete cidades da região. Praia Grande e Mongaguá não forneceram os números isolados de mortes por ano. A boa notícia não exclui a necessidade manter a atenção para evitar contrair um quadro grave da doença. Diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Leonardo Weissmann explica que a doença, em alguns casos, ainda é considerada mortal. “Especialmente naquelas pessoas que não estão devidamente protegidas com todas as doses recomendadas da vacina, incluindo os reforços. É importante sempre lembrarmos que a vacina não evita a infecção pelo coronavírus, mas ela é altamente eficaz na proteção de formas graves da doença, hospitalizações e mortes”, informa. Ainda que houve uma queda considerável nos casos entre os anos, o especialista reforça que ainda não há expectativas das mortes acabarem. “No momento, é um cenário improvável. Ainda há uma parcela grande da população não vacinada com todas as doses recomendadas, com risco aumentado de doença grave e óbito”. “A pandemia não acabou, o coronavírus e as suas variantes continuam circulando. É fundamental que a população se conscientize dos riscos e proteja-se, com a vacina e as demais medidas recomendadas, como o uso de máscaras de proteção respiratória, evitando aglomerações, procurando manter o ambiente sempre arejado, higienizando frequentemente as mãos”, relembra. O profissional afirma que quanto maior a cobertura vacinal, menor será a circulação do vírus, menor a transmissão e, consequentemente, menor o risco do surgimento de novas variantes. Ainda, diz que com a proteção completa, é provável a redução no número de casos graves, mas o grupo de risco sempre terá necessidade de um cuidado maior. “Ainda há muitas lacunas no conhecimento a respeito do coronavírus e da doença. Acredita-se que, com o tempo, a Covid-19 será uma doença endêmica, ou seja, o vírus continuará circulando entre nós e causando pequenos surtos. É possível que seja necessária a vacinação anual, como ocorre com a gripe, por exemplo, estimulando e fortalecendo o sistema imunológico”, explica. Por cidadeNeste ano, Guarujá foi a cidade da região a registrar o maior número de mortes por covid. Com 15 confirmações apenas em janeiro, a Administração Municipal mostrou uma queda de casos entre os anos, sendo que foram registrados 711 óbitos em 2021 e 187 em 2022. Ainda, a Prefeitura explica que não há pessoas internadas em leitos públicos, registrando ocupação de zero internado em enfermaria e zero em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Em seguida, vem Santos com duas mortes no mês de janeiro. Em 2021, o Município registrou 1.223 e, no ano seguinte, 309. Segundo a Prefeitura, ainda não há tabulação dos internados por covid neste ano. São Vicente, por meio da Secretaria de Saúde (Sesau), diz que apenas duas pessoas morreram por coronavírus em janeiro. Em 2021, foram 822 e, em 2022, foram 112 residentes da Cidade. Ainda, a Administração Municipal afirma que as ações de prevenção contra o vírus estão alcançando resultados positivos, tendo em vista que em janeiro de 2021 foram registradas 46 mortes e em 2022 foram 50. Peruíbe registrou apenas uma morte em 2023. Um cenário positivo de queda em relação aos anos anteriores. Em 2022, foram registrados 53 óbitos e, no ano anterior, 214. Número semelhante ao de Cubatão, que também registrou apenas uma morte por covid neste ano. Em 2022, 34 pessoas morreram por coronavírus e 275 em 2021. Ainda, a Prefeitura afirma que os índices de internação no Hospital Municipal de Cubatão mantêm-se zerados pelo período mais longo tempo desde o início da pandemia. Não há registro de pacientes internados desde setembro do ano passado. Por sua vez, Itanhaém também registrou uma morte por coronavírus em janeiro. Já em 2022, foram 64 e 225 em 2021. “O número de óbitos é bem menor se comparado aos anos anteriores no mesmo período, o mesmo vale para o número de internações”, diz a Administração. O cenário de Bertioga é positivo. Até o momento, não há registro de mortes de residentes neste ano. Segundo a Secretaria de Saúde, em 2022 o Município registrou 11 óbitos e em 2021 foram registrados 128. Mongaguá não forneceu números isolados. Segundo a Prefeitura, foram registrados 144 óbitos por covid-19 desde o começo da pandemia. Contudo, informou que apenas 15 aconteceram em 2022 e que o número de internações continua estável em comparação aos anos anteriores. Assim como Praia Grande, que não passou os números isolados, apenas informou que o número total de mortes chegou a 1.355 e ninguém morreu por coronavírus neste ano. A Administração também reforçou que não registrou internação em leito de enfermaria ou UTI em 2023.