[[legacy_image_134647]] Moradoras da Baixada Santista com Doença de Crohn reclamam de atraso para receber a medicação infliximabe no Ambulatório Médico Especialista (AME) de Santos. Angustiadas, elas temem piora no quadro de saúde e pedem para que o problema seja resolvido o mais rápido possível. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A Doença de Crohn é caracterizada por uma inflamação grave no trato gastrointestinal e não tem cura, mas tem tratamento para aliviar os sintomas. Alguns sintomas incluem diarreia, cólica abdominal e sangramento retal. A professora Cíntia Sena, de 27 anos, conta que luta contra a doença desde 2020. Porém, neste ano ela sentiu uma piora e depois de três internações teve o diagnóstico da Doença de Crohn Severa com fístula enterovesical em agosto. Cintia afirma que o medicamento está atrasado desde novembro e que chegou até a ligar para a Janssen para saber se a produção estava ocorrendo normalmente, mas foi informada que tudo estava normal. "Depois da fase de indução, a medicação começou a fechar a fístula enterovesical, as cólicas abdominais melhoraram e não são mais tão intensas, a diarreia amenizou. O meu medo é a crise vir com tudo novamente", desabafa a jovem. A professora Danielle Gonçalves de Abreu, de 37 anos, também se preocupa com a falta do medicamento. Quem faz uso do remédio é a mãe dela, Lídia de Abreu, de 58 anos. Ela diz que cada dose do medicamento sai por R\$ 6 mil e geralmente são usadas quatro por vez. Uma das últimas informações que ela teve, obtida pelo número 136, foi que chegaria nesta semana mas que ainda aguarda. A autônoma Júlia Gomes, de 19 anos, também teme pela demora do medicamento. Ela diz que, enquanto aguarda respostas, tem sentido dores. "Liguei na secretaria da saúde muitas vezes e não tive respostas, fiz um depoimento para ouvidoria com urgência e não tive resposta, estou correndo atrás e a única resposta que tive é que a medição não está chegando na Baixada Santista, Santos". Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo informa que o medicamento Infliximabe é de responsabilidade de aquisição e distribuição pelo Ministério da Saúde que entregou o quantitativo equivalente ao terceiro trimestre com atraso. A rede já está sendo abastecida para atendimento dos pacientes.