[[legacy_image_8638]] As novas tecnologias agilizaram a transmissão de informações, e são uma grande ferramenta de comunicação aos políticos, pois facilitam o contato com os eleitores e dão maior transparência aos mandatos. Porém, essa situação traz à tona a possibilidade de a pessoa ter uma dupla remuneração pelo exercício da atividade pública – o subsídio mensal e uma quantia recebida pelo número de visualizações desses vídeos na internet. Por esse motivo, já tramita na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) um projeto de resolução para que seja incluído no rol de irregularidades graves o recebimento de valores oriundos de monetização de vídeos do YouTube ou de qualquer outra plataforma online de conteúdo relacionado ao exercício do mandato. Segundo a justificativa da proposta, “é evidente que a utilização da tribuna do plenário, a atividade parlamentar, via discursos ou fatos, deve ser publicizada, conforme princípio basilar republicano. No entanto, essas não podem ser objeto de remuneração própria”. Existe a preocupação de que a atuação do parlamentar deixe de ser pautada apenas por matérias de interesse público, mas por motivações particulares, para que o político ganhe mais projeção, passando a ter condutas adversas do que se espera de um legislador.