[[legacy_image_54941]] O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reforçou neste domingo que a meta do Governo Federal é vacinar toda a população acima de 18 anos contra covid-19 até dezembro. Para isso, espera contar com cerca de 600 milhões de doses de imunizante até o final do ano. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Ele esteve em Guarujá, acompanhando o ministro do Turismo, Gilson Machado, para uma visita ao Mirante do Morro das Galhetas, nas Astúrias - obra no valor de R\$ 2 milhões erguida com recursos do Governo Federal. No evento, informou que um lote com 3 milhões de imunizantes da Jansen já chega na próxima terça-feira e, segundo Queiroga, comprado “com desconto de R\$ 480 milhões para os cofres públicos”. O problema é o medicamento tem como prazo de validade 27 de junho, nove dias após a previsão de chegada ao País. “Como tem prazo de validade mais curto e para facilitar a aplicação sem risco de um eventual vencimento, o programa de imunização decidiu usar nas capitais”, disse. O ministro da Saúde informou ainda que as eventuais doses vencidas não representarão custo para Governo Federal. “Esse foi o acordo fechado com a Jansen. Mas tenho certeza que não vai vencer nenhuma dose”. Panorama Questionado sobre quais imunizantes seriam utilizados pelo País para que se cumpra a meta até dezembro, Queiroga disse que utilizaria todos os registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Temos três com registro definitivo e uma com registro emergencial. Serão 200 milhões da Pfizer, sendo 100 milhões até setembro e 100 milhões até dezembro. Mais 44 milhões da Covax Facility, que iniciativa da OMS (Organização Mundial da Saúde) e 38 milhões da Jasen”. Na conta está ainda a produção de vacina pela Fiocruz com Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) nacional,matéria-prima para a fabricação de vacina contra a covid-19, a partir de transferência de tecnologia com a farmacêutica AstraZeneca. O convênio foi fechado no início do mês. O ministro, no entanto, não quis dar um parecer sobre a inclusão de adolescentes na campanha de vacinação. A Anvisa autorizou, na sexta-feira, a indicação da vacina da Pfizer para crianças a partir de 12 anos. Com isso, a bula do medicamento poderá constar a nova faixa etária. “Está em estudo. Precisa de evidência científica. A Anvisa é uma das partes. Isso precisa ser avaliado dentro do Programa Nacional de Imunização”. Polêmica O ministro da Saúde também se esquivou da polêmica sobre a desobrigação do uso de máscara por pessoas já vacinadas, tema defendido pelo presidente Jair Bolsonaro. Ao ser perguntado se, como médico, se recomendaria a medida, foi evasivo. “Já falei sobre esse tema de maneira reiterada. Sou médico e sou ministro”.