[[legacy_image_134317]] O menino de 11 anos que foi alvo de um tubarão em Ilha Comprida, no litoral Sul de São Paulo, há exatamente um mês, está quase 100% recuperado fisicamente das lesões na coxa e no joelho, mas o medo do mar ainda o acompanha. Segundo o pai da criança, o comerciante Celso Marques, o menino não sabe se quer passar o Ano Novo na praia. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Celso conta que o garoto mora em Itapetininga, no Interior de São Paulo, com a mãe. Ele convidou o garoto para passar as festas de final de ano no litoral e a resposta foi: “Ah pai, não sei, estou meio assustado”. A última vez do menino na região foi justamente no feriado de 15 de novembro. “Mas é criança. É normal que tenha esse tipo de reação, né?”, pondera o comerciante, que contrariando os informativos da Prefeitura, após o ocorrido, garante: “A verdade é que foi cação (tubarão) mesmo entendeu? Não teve nada de raia”. Com a repercussão do caso, o Município informou que o garoto teria sido atingido por um cardume de raias ou até mesmo por bagres. “Soltaram isso daí para dar uma abafada no caso. Conversamos com o biólogo e os próprios salva-vidas que atenderam meu filho. Era um cardume de cação”, apontou o pai do garoto. Celso lembra que, após o incidente com a criança, os salva-vidas começaram a expulsar os tubarões com o auxílio das motos aquáticas. “A questão das arraias (informação divulgada pela Prefeitura) tem relação com a repercussão do caso, que foi muito grande. Houve uma pressão grande de donos de pousada e comerciantes, pois muitas pessoas estavam cancelando as reservas”, argumenta. RecuperaçãoO comerciante explica que o processo de recuperação do menino se arrastou por um tempo. “Demorou um pouco para cicatrizar. Ele tomou bastante antibiótico, por um período maior do que os médicos haviam passado. Também teve que tomar benzetacil (penincilina). Ele sofreu um pouquinho”. Segundo Celso, “não foi a recuperação de um corte normal”. “Ele ficou quase 18 dias com os pontos e (as lesões) ainda estão um pouco infeccionadas”. O pai do menino revela que, durante o processo de recuperação, ele sentiu muitas dores e febre.