[[legacy_image_58521]] Das 20 variantes da Covid-19 encontradas no Estado de São Paulo, sete circulam pela região da Baixada Santista. A mutação P.1, descoberta inicialmente em Manaus (AM), é a predominante, apresentando um alto nível de transmissão. O cenário é considerado preocupante e incerto por infectologistas. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Os dados são do Boletim Epidemiológico da Rede de Alerta das Variantes do Sars-CoV-2, elaborado pelo Instituto Butantan. O último estudo foi divulgado neste domingo (20), a partir de dados genéticos sequenciados até o dia 5 de junho. As amostras semanais foram distribuídas conforme o total de casos positivos para a Covid-19, em cada região do estado. Também chamada de variante Gama, a P.1 esteve presente em 89,8% dos genomas da Baixada Santista que foram sequenciados. As mutações da África do Sul (B.1.351), do Reino Unido (B.1.1.7), do Rio de Janeiro (P.2) e do Peru (C.37) também foram encontradas no litoral paulista, assim como as cepas B.1.1.28, originada no Amazonas, e P.1.2, encontrada primeiramente no Rio de Janeiro. Para a infectologista Elisabeth Dotti, o cenário é preocupante, uma vez que as mutações de Manaus, da África do Sul e do Reino Unido possuem um elevado risco de infecção. "É um assunto difícil e assustador. As vacinas que existem pegam as mutações que identificamos até agora, mas isso não é um cenário tranquilo. A qualquer momento, uma variante pode atravessar as vacinas e nós termos que reformular os imunizantes. É uma interrogação completa", alerta a infectologista. Ainda em fase de monitoramento, a mutação peruana da Covid-19 já circula pela Baixada Santista. No último dia 17 (quinta-feira), em Porto Alegre (RS), um caminhoneiro, de 23 anos, veio a óbito após contrair a cepa peruana do vírus, o que acendeu o sinal de alerta entre os pesquisadores. "A Covid tem uma capacidade de mutação infinitamente superior e mais rápida em relação à gripe", explica o infectologista Ricardo Hayden. "Precisa vacinar rápido, porque o vírus é rápido, e assim, criar um ambiente desfavorável para as mutações. Estamos atrasados e, infelizmente, pagando por esses atrasos". Números A Baixada Santista tem mais de 147 mil casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia, além de 5.873 mortes. Em Santos, a taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) está em 63%. Em relação a vacinação, mais de 248 mil pessoas da região já foram imunizadas com a segunda dose, o que representa 13,2% dos moradores. Ao todo, 901.424 vacinas já foram aplicadas. "O cenário futuro vai depender do número de vacinados e do tempo em que isso vai acontecer. Você precisa vacinar muita gente, em pouco tempo. Estamos ainda em uma zona turbulenta", afirma Elisabeth. Veja também em ATribuna.com.br [[legacy_youtube_toROUCKzKDY]]