[[legacy_image_160654]] A disponibilização da quarta dose da vacina contra a covid-19 para idosos é vista como positiva por infectologistas do litoral de São Paulo ouvidos por A Tribuna. A aplicação para pessoas acima de 80 anos começa nesta segunda-feira (21), conforme anunciado pelo Governo do Estado. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O infectologista Marcos Caseiro destaca que, em pessoas acima de 60 anos, a tendência é de que haja uma menor resposta imunológica ao vírus, sendo importante a aplicação de reforços vacinais. "Com a idade, as pessoas vão diminuindo sua resposta imunológica. Esses indivíduos acabam tendo uma menor capacidade de resposta imunológica. É uma atitude absolutamente certa e adequada. A quarta dose é necessária. Eu, particularmente, acho que seria interessante que se fizesse essa quarta dose a partir de 60 anos, e não 80", explica Caseiro. O ponto de vista é acompanhando pelo médico Evaldo Stanislau. Por outro lado, ele critica o fato de o Governo autorizar a aplicação de qualquer vacina, seja Pfizer, CoronaVac ou AstraZeneca. Segundo ele, no caso de dose de reforço, o ideal é a aplicação da Pfizer. "A crítica que faço foi a orientação de fazer “qualquer dos imunizantes”. (Eu) especialmente usaria a vacina de RNA mensageiro, da Pfizer, mais imunogênica. O momento de aplicação também está correto, porque muitos idosos já estão perdendo a imunidade em um momento que a subvariante da Ômicron, a BA.2, causa um aumento de casos que certamente chegará ao Brasil", afirma Stanislau. O diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Leonardo Weissmann, reforça a importância da quarta dose para idosos e da aplicação do imunizante da Pfizer. Ele destaca também a necessidade de não se esquecer dos 'faltosos' - quem ainda não completou o ciclo de imunização. "No estado de São Paulo, 99% da população tomou a primeira dose da vacina e 90% está com o esquema vacinal completo. A implantação da quarta dose para os idosos é benéfica, mas não se pode esquecer das pessoas que ainda não estão completamente imunizadas. A busca ativa deve continuar", destaca Weissmann. Para receber a dose adicional, os idosos acima de 80 anos precisam ter ao menos 4 meses de intervalo desde a aplicação da terceira dose. O Estado estima que 900 mil pessoas nessa faixa etária sejam beneficiadas.