[[legacy_image_222221]] Com o aumento dos registros de casos de covid-19, é hora de retomar o uso de máscaras e completar o esquema vacinal, segundo infectologistas. A oferta de imunizantes bivalentes também é vista como uma forma de conter a disseminação do vírus, assim como a aplicação de doses para crianças a partir de seis meses, que estão no grupo de risco. Porém, ainda não há essas previsões. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A BQ.1 já foi encontrada em São Paulo, onde ocorreu uma morte, e em diversos estados do País. A nova sublinhagem tem sintomas semelhantes às variantes da ômicron que já circulam no Brasil, como a BA.4 e a BA.5 e, segundo especialistas, não é de maior gravidade. Na sexta-feira (11), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) divulgou uma nota técnica na qual recomenda a volta do uso de máscaras. Também incentiva a vacinação de acordo com as recomendações atuais, com a 3ª e 4ª dose “Alguns grupos e os grupos de maior risco de adoecimento, e que já receberam a vacina há mais de quatro meses, devem ser elencados para receberem uma quinta dose da vacina. Neste grupo, temos os idosos acima de 70 ou 65 anos, aqueles residentes em instituições de longa permanência e os imunossuprimidos que já receberam a quinta dose, se isso foi há mais de quatro meses, deverão receber a terceira dose adicional, no total de seis doses”, afirmou a infectologista Raquel Stucchi. Estados Unidos, Canadá e países da Europa já oferecem vacinas bivalentes, que têm cepas do vírus original e da variante ômicron, que tem maior chance de escapar da proteção dos imunizantes aplicados até o momento. Segundo o infectologista, Leonardo Weissmann, essas doses deverão ser utilizadas, futuramente, como reforço. “No Brasil, ainda não há previsão para a sua chegada ao braço da população”, explica o médico. Raquel complementa: “Seria a vacina indicada para ser feita para toda a população como vem sendo feita no Hemisfério Norte”. Para o infectologista Evaldo Stanislau, também pouco se avançou em questões como o uso de antivirais. “A gente tem via oral e injetáveis que melhoram o prognóstico, sobretudo, para idosos ou com doenças que têm risco de desenvolver formas mais graves. Pouco se fala no Brasil sobre isso e é um assunto que a gente precisa tratar com mais seriedade”. Máscaras Em todos os casos, o infectologista Evaldo Stanislau aponta a importância dos testes para evitar que a doença seja subnotificada e a necessidade do uso de máscaras. “Não precisa esperar que o Estado diga para usar. Tem que usar de acordo com percepção de risco. Eu não entro em elevadores ou em ambientes fechados ou aglomerados sem a minha".