[[legacy_image_112604]] Os infectologistas e secretários municipais de Saúde ouvidos por A Tribunaacreditam que o avanço da vacinação contra covid-19 representou um divisor de águas no enfrentamento da pandemia. De cada dez moradores da Baixada Santista, seis já receberam duas doses ou a aplicação única de imunizante. Por esse motivo, a expectativa é que o número de casos caia gradualmente. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em contrapartida, há o entendimento que ainda não é o momento adequado para flexibilizar as medidas sanitárias adotadas para conter o avanço do novo coronavírus. Assim, afirmam eles, a população não pode baixar a guarda e deve continuar usando máscaras, álcool em gel e manter o distanciamento social. Na avaliação do infectologista Ricardo Hayden, estudos de várias localidades do País comprovam que a queda do total de casos e de internações está diretamente relacionada à adesão da população aos imunizantes. “A variante Delta não conseguiu avançar no Brasil nas mesmas velocidade e proporção que outros países, porque as áreas técnicas são unânimes ao apontar que isso se deve à vacinação intensa nas áreas urbanas mais populosas”, destacou. Ele citou, ainda, que trabalhos científicos comprovam que a terceira dose tem sido decisiva para os idosos que estão recebendo essa proteção atualmente, assim como aos profissionais da saúde. Conforme o infectologista Marcos Caseiro, os dados da vacinação são muito bons em Santos, e muitas pessoas criaram anticorpos após contraírem a doença. “São muitas variáveis que pesam a favor desses números positivos, mas ainda temos casos, internações e mortes provocados pela covid-19”, ponderou. O especialista frisou que a vacina tem uma lógica coletiva, embora a proteção seja individual. “A intenção é diminuir o vírus circulando, o que evita o surgimento de variantes que podem ter um comportamento imprevisível em relação à proteção ofertada pelos imunizantes”, justificou. Para a infectologista Elisabeth Dotti Consolo, a Baixada Santista vive um momento muito bom no que diz respeito ao controle da covid-19. Porém, ela faz uma ressalva importante. “Os feriados prolongados podem arrebentar com tudo o que estava indo muito bem. Infelizmente, o ser humano ainda não aprendeu o distanciamento social, o uso da máscara e o do álcool em gel. Estamos saindo de um feriado e vamos ter outro em breve”, alegou, a respeito de Finados. Elisabeth entende que a última coisa que deve ser feita neste momento é relaxar nos cuidados. “A parte que cabe aos governantes e à ciência está sendo feita, que são o desenvolvimento e a aplicação da vacina. A população precisa dar a sua colaboração também.”