[[legacy_image_135932]] O surgimento da H3N2, variante do vírus Influenza, pode estar relacionado à falta de adesão da vacina contra o H1N1 neste ano. Isso é o que acredita a médica infectologista da Baixada Santista, Elisabeth Dotti. A nova cepa vem preocupando autoridades de saúde e lotando hospitais da região. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De acordo com a médica, a situação vacinal atual do litoral de SP é reflexo da falta de procura pela vacinação contra o H1N1 durante o ano. “Foi a pior adesão de todos os tempos. As pessoas não tomaram e o governo simplesmente parou de fornecer. (...) Agora todo mundo resolveu tomar (e falta doses)”, explica. Este fator, segundo ela, influenciou na chegada da variante H2N3, que hoje é responsável pelo surto de gripe em diversos estados brasileiros, incluindo São Paulo. “O povo resolveu que ia escolher uma vacina. A escolher contra o coronavírus, deixou o H1N1 para trás. Pronto, foi o espaço tranquilo para chegar a variante e atacar todo mundo”. A médica explica que apesar da vacina contra o H1N1 não proteger totalmente contra a nova cepa, é recomendável se vacinar. “Nós vamos ter que vacinar todo mundo sim”, enfatiza. O médico infectologista Leonardo Weissmann completa dizendo que a imunização disponibilizada previne diversas formas graves da gripe, complicações respiratórias e óbitos. “A vacina é alterada todos os anos para os subtipos mais comuns em circulação naquela época. Para 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já incluiu o H3N2 Darwin”, finaliza o infectologista.