[[legacy_image_198769]] Um dos serviços de saúde prejudicados pela pandemia de covid-19 foi a colocação de próteses dentárias, o que gerou uma fila de pacientes pelo litoral de São Paulo. Pelo menos seis cidades da Baixada Santista registram 4.300 pessoas que aguardam dentaduras. O número faz as prefeituras da região se mobilizarem e buscarem novos profissionais. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A maior fila se dá em Santos, onde 2,5 mil pacientes aguardam por uma prótese, segundo a Prefeitura. A Administração também informou que, em um mês, houve redução de cerca de 200 pacientes. "Paralelamente, dentro das possibilidades atuais, os pacientes estão sendo chamados pela central de agendamentos para avaliação nos centros de especialidades odontológicas, onde o atendimento é realizado, desde a confecção do molde até a entrega da prótese", diz a Secretaria de Saúde, em nota. São Vicente aparece na sequência, com 956 pessoas aguardando por dentadura, sendo 450 no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) do Jardim Rio Branco, na Área Continental, e 506 no CEO Insular. São duas protesistas trabalhando em cada unidade. Outros três profissionais estão em processo de contratação. No Litoral Sul, Peruíbe possui 580 pessoas aguardando na fila por uma prótese. De acordo com a Prefeitura, para suprir essa demanda, o dentista responsável está fazendo atendimentos aos sábados, duas vezes por mês. Outra profissional atende uma vez por semana, das 16h às 20h, para ajudar a reduzir a fila. Dois dos três dentistas convocados em concurso já se apresentaram. InfraestruturaEm Guarujá, cerca de 160 pessoas esperam por uma prótese dentária. A Prefeitura afirma que o CEO ganhará uma nova sede, mais ampla e com maior capacidade de atendimento. As obras começaram neste mês. O município tem cinco protesistas que realizam atendimento. São disponibilizadas cerca de 50 vagas para consultas mensais. Praia Grande, que implantou o serviço neste ano, tem 79 pacientes na fila. Até o momento, 43 pessoas já foram atendidas. A colocação de próteses dentárias é feita em cinco Unidades de Saúde da Família (Usafas). Segundo a Prefeitura, há planos de ampliar o atendimento para mais unidades até o fim de 2022. A cidade possui 40 profissionais odontológicos na rede municipal, além de 24 residentes por meio do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade do município. Bertioga também possui fila, mas menor, de 25 pacientes aguardando a confecção de dentaduras. De acordo com a Sesau, todos já passaram por triagem e avaliação. Os atendimentos são feitos nas unidades de saúde bucal da rede básica de saúde. A Prefeitura diz que está prevista a contratação de três cirurgiões dentistas. O último concurso público vigente ocorreu em fevereiro de 2021 e foi homologado em janeiro deste ano, o que permitiu a nomeação de três dentistas. Em julho, 85 pacientes foram reabilitados. Mongaguá afirma não ter registros de demanda para colocação de prótese dentária. Já Itanhaém não possui o serviço atualmente. A Administração Municipal afirma que faz estudos para ampliar os serviços de saúde, incluindo a oferta de próteses dentárias. A Reportagem não conseguiu dados de Cubatão.