[[legacy_image_337505]] A Baixada Santista contabiliza 1.377 casos de dengue no ano. Bertioga responde por 60% dos casos da região, com 813. Depois, Guarujá (331), Praia Grande (71), Santos (65), São Vicente (41), Peruíbe (24), Itanhaém (23), Cubatão (sete) e Mongaguá (dois). Não há mortes. No ano passado inteiro, ocorreram 4.205 confirmações de dengue na região, também com Bertioga e Guarujá à frente e sem óbitos - Mongaguá e Peruíbe não enviaram números. Em Santos, se confirmou, ainda, um caso de chikungunya. A Secretaria de Saúde esclareceu que o paciente teve sintomas em janeiro, sem complicações. Há mutirões pela Cidade. Desde janeiro, se eliminaram 710 focos de larvas, o equivalente a 26,1% do total destruído no ano passado inteiro. Os criadouros foram encontrados, principalmente, em ralos externos, bromélias, baldes, vasos e pratinhos de plantas. O secretário de Saúde de Santos, Adriano Catapreta, afirma que também é realizada nebulização costal e se mantêm 481 armadilhas espalhadas pela Cidade, atividades educativas e visitas de agentes de endemias casa a casa, inclusive em imóveis abandonados. A população pode denunciar locais com possíveis criadouros e falta de cuidados, por meio da Ouvidoria, no telefone 162. "É muito importante que as pessoas procurem os criadouros em casa, recebam os agentes de endemias e fiquem de olho em todos os recipientes que possam acumular água", orienta. A chefe do Departamento de Vigilância em Saúde, Ana Paula Valeiras, alerta que um único mosquito pode transmitir dengue, chikungunya, zika e febre amarela urbana. "Combater o Aedes (aegypti) é prevenir todas essas doenças." Quinze por diaEm Bertioga, há 15 casos diários de dengue desde o início do ano. Ao todo, 544 foram registrados em janeiro e, neste mês, até ontem, 269. Em nota, a Secretaria de Saúde do Município afirma que identifica e notifica os casos com prontidão por meio de testes rápidos, realizados em todas as pessoas com sintomas que buscam atendimento clínico no Pronto Atendimento Municipal. Após a confirmação dos casos, todos são lançados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. A Prefeitura também faz bloqueio e eliminação de focos e criadouros do mosquito com agentes de controle de endemias - cujo número foi duplicado, conforme a Administração - e da Vigilância Sanitária. Há intimações e autuações dos donos de imóveis que não atendem normas sanitárias do controle de doenças. Também se fazem campanhas nas mídias e na imprensa sobre cuidados com a dengue. SintomasDe acordo com Ana Paula Valeiras, os principais sintomas da dengue são febre alta, dor de cabeça e manchas vermelhas pelo corpo. Ao primeiro sinal, a orientação é procurar uma unidade de saúde, principalmente em casos de sintomas mais graves, como vômito, dor abdominal ou sangramento pelas mucosas. “Não existe tratamento para a dengue, apenas um tratamento paliativo, que faz com que os sintomas fiquem mais amenos. O ideal para o cuidado de quem tem dengue é tomar algum analgésico e, principalmente, hidratação e repouso”, completa. Os remédios indicados são dipirona e paracetamol. Outros podem causar quadros hemorrágicos. DicasPara prevenir a dengue, atenção a estas orientações: Vasos e pratos de plantas: verifique se há água parada;Pias: veja se há vazamentos e mantenha o ralo vedado;Ralos no chão: tampá-los com tela, caso não sejam do tipo abre e fecha. Aplicar água sanitária duas vezes por semana;Bandeja externa de geladeira: verificar se há acúmulo de água, limpar e manter seca;Vaso sanitário e caixas de descarga: manter tampados;Calhas e lajes: caso não seja possível verificar se acumulam água, procure identificar sinais de umidade e a elimine;Caixas d’água: verificar a condição das tampas. Solicitar a reposição das que faltam ou estão quebradas;Fontes ornamentais, bebedouros de animais domésticos, piscinas: verificar a presença de organismos vivos na água;Fazer limpeza regularmente.