[[legacy_image_341106]] Os registros fotográficos das últimas 13 décadas da Baixada Santista estão prestes a ganhar ainda mais destaque na forma de um livro. A publicação 130 Anos de Fatos e Fotos – Jornal A Tribuna conta, em 130 imagens, os principais fatos que aconteceram na região desde 1894. O lançamento da obra ocorrerá na próxima terça-feira (12) no auditório do Grupo Tribuna. O evento é fechado para convidados. O projeto é uma realização do Instituto Histórico e Geográfico de Santos (IHGS), ficando a curadoria da obra a cargo do presidente, Sergio Willians, com apoio da gerente de Projetos e Relações Institucionais do Grupo Tribuna, Arminda Augusto, e do repórter-fotográfico Sílvio Luiz. “A proposta é fazer uma homenagem aos 130 anos de A Tribuna. Você tem fotos desde 1899 e, depois, fatos da Cidade, curiosidades que fomos juntando e trazendo por meio de informações escritas em legenda, para que a pessoa que receber o livro saiba o contexto da imagem”, afirma Willians. O livro, de 144 páginas, foi viabilizado pelo Programa Municipal de Incentivo Fiscal de Apoio à Cultura (Promicult), a Lei Alcides Mesquita, da Secretaria de Cultura de Santos, tem o patrocínio da empresa DP World e apoio de A Tribuna e da Universidade Católica de Santos (UniSantos), dona da editora Leopoldianum. “A gente tem um acervo de 130 anos, e foi uma forma de valorizar todo esse material fotográfico que, com o passar do tempo, acaba ficando nas gavetas físicas ou digitais. Mas foi um livro proposto pelo IHGS”, conta Arminda. Segundo ela, a grande dificuldade foi a seleção de apenas 130 imagens de um leque vasto de possibilidades. “Procuramos extrair do passado fotos representativas não só de fatos, mas comportamentos, hábitos. Tentamos mesclar coisas bem antigas com coisas mais recentes”, acrescenta a gerente de Projetos de A Tribuna. A última imagem, por exemplo, é do adeus ao Rei Pelé, em janeiro do ano passado. Mas não faltam ícones da Baixada Santista, como a estátua do leão na Praia do Gonzaga, cenário usado para muitas crianças tirarem fotos. Sergio Willians acrescenta que algumas imagens entraram na seleção pela capacidade de aguçar a memória afetiva de quem tiver acesso à obra. “A gente tem dois tipos de dificuldade (em um trabalho desse tipo): quando não tem foto e quando tem muita foto. Tivemos um trabalho muito positivo. Alguns fatos tiveram que ficar de fora, mas é um extrato importante.” Portas abertasArminda Augusto acredita que o livro abre espaço para novas iniciativas do gênero, com outros focos. “Temos ideia de usar esse canal de leis de incentivo para buscar outras temáticas importantes da fotojornalismo e também transformá-las em livro. Porque, quando a gente começou a digitalizar esse material dos negativos, descobriu uma riqueza gigantesca.” Sergio Willians compartilha da ideia. “A expectativa é de produzir mais coisas sob esse mesmo conceito. O livro traz a narrativa da região comentada em imagens”, complementa.