[[legacy_image_145006]] As mortes no trânsito em cidades da Baixada Santista tiveram queda de 3% no acumulado de janeiro a dezembro de 2021, em comparação com o ano de 2020. Os dados são do Infosiga SP, sistema estadual gerenciado pelo programa Respeito à Vida e pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! As estatísticas apontam, também na região, uma redução de 23% nas mortes de ocupantes de motos em 2021 em comparação com o ano anterior. Ao todo, as nove cidades da Baixada Santista, foram 74 óbitos de ocupantes de motos em 2021, contra 96 em 2020. Levando-se em conta acidentes gerais, foram 223 vidas perdidas no ano passado, oito a menos do que em 2020. Os acidentes com vítimas, que incluem ocorrências sem mortes, diminuíram 3% na comparação de 2021 com 2020, caindo de 785 para 765 ocorrências. As fatalidades envolvendo vítimas de automóveis e ciclistas caíram 3% e 17%, respectivamente. CONFIRA OS NÚMEROS DA REGIÃO Em contrapartida, a Baixada Santista teve aumento de 11% nas fatalidades de trânsito no mês de dezembro de 2021, em comparação com o mesmo mês de 2020. Foram 30 mortes no trânsito no mês passado, contra 27 de 2020. As ocorrências fatais com pedestres cresceram 5% no ano, indo de 55 em 2020 para 58 em 2021. EstadoEm todo o Estado de São Paulo, houve queda de 0,4% no número de mortes no trânsito. Foram contabilizados 4.844 óbitos em 2021, 20 a menos do que em 2020. Levando-se em conta o percentual de vítimas de acidentes, as ocorrências com ciclistas tiveram maior queda no Estado. Foram 319 vítimas de acidentes envolvendo bicicletas em 2021, contra 395 de 2020 (queda de 19,2%). Houve queda nas vítimas de acidentes com pedestres e com automóveis – 2% e 2,1%, respectivamente. Já as vítimas de ocorrências com motocicletas cresceram 4,1%. Atenção com idososO coordenador técnico do programa Respeito à Vida, Evandro Caramaschi Ferreira do Vale, afirma que é preciso ter uma atenção maior com idosos, que podem sofrer consequências graves em caso de atropelamentos. “A região de Santos tem algumas particularidades, além da sazonalidade da época de verão. É uma população um pouco mais idosa. A gente vê muitos atropelamentos de idosos. O idoso é especialmente frágil porque ele tem menos reação e é mais lento na travessia das ruas. Às vezes, o atropelamento que não mataria um jovem de 18 anos acaba matando o idoso”. Caramaschi também destaca o fato da Baixada Santista ser uma região plana, favorecendo o uso de bicicletas. “Nenhuma morte é aceitável. Todas as mortes que ocorrem no trânsito ocorreram por algum motivo. Esse motivo deve ser levantado e combatido para que não ocorra. O ser humano falha, mas ao falhar, o sistema viário tem que ser preparado para que ocorra um acidente com menor gravidade”.