[[legacy_image_112999]] Um levantamento do Detran.SP aponta que 75% das multas aplicadas a motoristas durante fiscalizações da Lei Seca na Baixada Santista tiveram como motivo a recusa ao teste do bafômetro. Entre os meses de janeiro e julho deste ano, das 485 infrações registradas, 363 tiveram esta motivação. O índice mais elevado foi registrado em Peruíbe: 85,5%. Logo em seguida vem São Vicente, com 82,3%. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em visita a Santos nesta quinta-feira (14), o diretor-presidente do Detran.SP, Neto Mascellani, demonstrou preocupação com a insistência, por parte de alguns condutores, em tentar dirigir carros, motos e outros veículos mesmo depois de ter ingerido álcool. "É um problema geral: muitas pessoas acham que com elas não vai acontecer nada. Quando a gente pega e analisa as estatísticas, é um cenário muito preocupante. Uma pessoa que bebeu tem quatro vezes mais chances de ter um óbito no acidente em que ela se envolver. O consumo de álcool potencializa demais o risco do acidente e do óbito". No início da pandemia, conta Mascellani, as fiscalizações da Lei Seca deixaram de ser frequentes por conta do risco de contaminação da covid-19. Atualmente, porém, o Detran.SP vem retomando os trabalhos, em parceria com outros órgãos de segurança paulistas. "Estamos intensificando as fiscalizações de Lei Seca junto com as polícias Civil e Militar. A gente pede também que as pessoas se conscientizem, pois ninguém quer multar ou suspender a CNH de ninguém. Fazemos isso para criar consciência e salvar vidas. Uma pessoa embriagada pode fazer um estrago irreversível a muitas famílias. Esses números chamam nossa atenção e preocupam". A multa para o motorista que for flagrado embriagado ou que se recusar a fazer o teste do bafômetro é de R\$ 2.934,70. Se houver reincidência em 12 meses, a pena é aplicada em dobro, R\$ 5.869,40, e há a cassação da CNH do motorista. Índice de recusa ao teste do bafômetro por cidade Bertioga: 42,8% Cubatão: 25% Guarujá: 82,3% Itanhaém: 68,7% Mongaguá: 22,2% Peruíbe: 85,5% Praia Grande: 77,7% Santos: 37,2% São Vicente: 82,1%