[[legacy_image_5641]] A BR Mobilidade Baixada Santista e o Consórcio Expresso VLT Baixada Santista têm 90 dias para implantar nove medidas para garantir a segurança e o bem estar dos funcionários das estações do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região obteve essa liminar na Justiça. As empresas estão obrigadas a instalar sanitários, extintores de incêndio e sinalizações elétricas nesses lugares. Além disso, os trabalhadores terão de receber vestimentas adequadas para o frio e ter armários individuais, além de lugar para esquentar sua comida. Conforme já publicado em A Tribuna, os funcionários não contam com água potável disponível ou sanitários, sendo obrigados a usar banheiros de estabelecimentos comerciais nas imediações das estações. Eles também não têm onde guardar pertences pessoais, trabalham em pé e não têm abrigo contra o vento ou o frio. Já no caso dos cobradores de passagem junto às catracas, o dinheiro era guardado em bolsos de avental. A decisão tem a ver com uma ação civil pública de fevereiro deste ano do Ministério Público do Trabalho (MPT) contra as empresas responsáveis por todo o percurso de Santos a São Vicente. Caso a decisão não seja cumprida, a Justiça estabeleceu multa diária no valor de R\$ 10 mil. Segundo o órgão, as empresas são responsáveis por expor os trabalhadores a riscos como assalto e acidentes. A Tribuna pediu entrevista com o procurador Rodrigo Lestrade Pedroso para explicar os detalhes da liminar, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. A Redação também entrou em contato com as empresas responsáveis, que não se manifestaram.