[[legacy_image_301042]] Ainda que as taxas de desemprego tenham caído no segundo semestre de 2023 em comparação com o primeiro, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o assunto ainda é motivo de grande preocupação no litoral de São Paulo, em especial para os mais jovens, que buscam a entrada no mercado de trabalho. É o caso de Gabriel Moreira, de 25 anos. Ele, que é estudante do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Fatec Rubens Lara, em Santos, conta que tem enfrentado dificuldades para conseguir sua primeira oportunidade. Ele busca vagas em plataformas on-line e diz que tem esbarrado na concorrência. “Acho que está tendo uma procura muito alta pela área de tecnologia, então tem mais concorrência. Procuro vagas em todo lugar, até em outras cidades, como São Paulo, mas até para estágio há muita concorrência”, complementa. Colega de curso de Moreira, Rodrigo dos Santos Cardoso da Silva, de 19 anos, afirma que, além da concorrência, a falta de vagas para a área na região é outro desafio aos estudantes. “Geralmente vemos mais vagas na Capital, então fica complicado para conciliar com os estudos”, diz Silva. A alta concorrência também tem sido um desafio para Moisés Santana Silveira, de 25 anos. Ele, que também é estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, mas da Fatec Praia Grande, explica que, para além do número de concorrentes, as exigências das vagas de entrada no mercado de trabalho têm sido altas. “Além de a concorrência ser alta, você concorre com pessoas com mais bagagem”. Ainda que o desemprego preocupe os jovens, há quem olhe para o futuro com esperança. É o caso de Gabriel Monteiro Amaral, de 16 anos. Estudante do Ensino Técnico em Administração, ele afirma ter o sonho de cursar uma faculdade de Direito. Hoje, busca entrar no mercado de trabalho para adquirir experiência e ingressar na universidade mais preparado. “Procuro fazer atividades que possam aumentar minhas habilidades e minhas chances de conseguir um trabalho”. VisibilidadeDiante desses desafios, como os jovens podem aumentar as chances de conquistar uma primeira oportunidade? Segundo a psicóloga, doutora em Administração e especialista em Gestão de Pessoas e coordenadora dos cursos de Gestão e Direito na Universidade São Judas, Alessandra Demite de Freitas, a rede de contatos é o maior trunfo para quem deseja a primeira chance. “O networking tem sido a melhor forma desse profissional ter acesso às vagas que são divulgadas, porque tem muitas empresas que nem mesmo divulgam as vagas, mas usam essas redes de contato para divulgá-las e conseguir, em um alcance muito próximo, a pessoa que eles precisam para participar do processo seletivo”, explica. Para aumentar essa rede de contatos, as redes sociais são fundamentais. Nessas plataformas, segundo a professora, o profissional deve buscar seguir empresas e pessoas que sejam referência na área de interesse, pois assim consegue manter-se atualizado a respeito de temas relevantes. Aprendizado contínuoO psicólogo e professor da UniSantos Wagner Tedesco, especialista em recrutamento, destaca que o estudo e o aprendizado constante são peças-chave para quem deseja melhores oportunidades. “O jovem que não concluiu o Ensino Médio, por exemplo, pode acabar sendo levado ao mercado informal ou a um trabalho precarizado. Por isso, é importante que o jovem continue estudando, buscando cursos de qualificação profissional que permitam melhor inserção no mercado de trabalho”.