[[legacy_image_215299]] Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), candidatos que disputam o segundo turno do Governo de São Paulo, propõem caminhos distintos para captar recursos para a habitação. O republicano quer ampliar o fomento do Estado e parcerias com a iniciativa privada, enquanto o petista propõe aumentar o percentual do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) destinado à área. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O segundo turno está marcado para o dia 30 de outubro. Na primeira rodada, Freitas recebeu 9.881.995 votos (42,32%), enquanto Haddad teve 8.337.139 (35,70%). A Tribuna lista as principais propostas dos dois candidatos para a habitação paulista. Tarcísio de Freitas (Republicanos)O candidato fala em "aumentar substancialmente a oferta de habitações", com fomento estadual e parceria com a iniciativa privada. Segundo Freitas, o investimento atual do Estado na área gira em torno de R\$ 1,8 bilhão. Seu plano é aumentar para de R\$ 4 bilhões a R\$ 5 bilhões. O ex-ministro da Infraestrutura quer promover a regularização fundiária de imóveis, urbanização das favelas e o processo de retrofit em imóveis abandonados. Para monitorar construções irregulares, Freitas propõe usar inteligência artificial via satélite. Freitas também propõe aprimorar o funcionamento do Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais do Estado de São Paulo (Graprohab), visando otimizar o tempo de análise e a aprovação de empreendimentos. Fortalecer o programa Casa Verde e Amarela, criado pelo presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), também está nos planos. O ex-ministro fala em conceder subsídios estaduais e municipais. Fernando Haddad (PT)O ex-ministro da Educação cita que o Estado destina, atualmente, 1% da arrecadação do ICMS para a habitação, o que segundo ele é insuficiente. Haddad também contesta o modelo do programa Casa Verde e Amarela, criado pelo presidente e candidato a reeleição Jair Bolsonaro (PL). O petista afirma que, nos moldes atuais, "pouco será possível fazer para a população de 0 a 3 salários mínimos". Por isso, ele propõe que 2% do ICMS seja destinado aos programas habitacionais. O ex-prefeito de São Paulo condiciona as possibilidades de avanços na habitação ao resultado da eleição presidencial, disputada por Bolsonaro e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Haddad, caso volte o programa Minha Casa Minha Vida, instituído no governo petista, será possível "voltar a atender essa faixa da população", se referindo aos de baixa ou nenhuma renda.