[[legacy_image_64442]] A Tribuna completa 127 anos nesta sexta-feira (26), consolidando-se como um dos jornais mais antigos do País em circulação. Além de investir na ampliação do conteúdo digital, o jornal fortalece cada dia mais o vínculo com a região, promovendo debates e reportagens que denunciam problemas, aprofundam análises e propõem soluções para a Baixada Santista. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Os 127 anos de A Tribuna acontecem em um momento delicado da história da região, do País e do mundo. Porém, que destaca ainda mais a importância do periódico na vida das pessoas. Com a pandemia da covid-19, é no centenário veículo que os leitores encontram informação confiável, com apuração correta, ressaltando o papel do jornalismo profissional, fazendo frente às críticas que tentam deslegitimar a imprensa e, sobretudo, combatendo as fake news. “A crise de deslegitimação do jornalismo é um fenômeno complexo, que vem se desenvolvendo nos últimos anos em vários pontos do planeta. O Brasil não é uma exceção. Mas, durante a crise sanitária sem precedentes que estamos vivendo, acredito que houve um fortalecimento do jornalismo profissional”, avalia Patrícia Blanco, presidente do Instituto Palavra Aberta, que defende a plena liberdade de ideias, pensamentos e opiniões. Ela cita, por exemplo, um levantamento da Edelman, empresa norte-americana de consultoria em relações públicas e marketing, que apontou que, em 2020, 64% da população de dez países – incluindo o Brasil – enxergava o trabalho da imprensa como a fonte mais confiável no contexto de pandemia da covid-19. Conteúdo de qualidade Já números do Datafolha, divulgados também no ano passado, mostravam que os programas jornalísticos das emissoras de televisão (61%) e os jornais impressos (56%) eram as fontes com maior índice de confiança sobre as informações acerca da doença. “Mesmo com um cenário de desinformação sobre a doença e a vacinação, que coloca em risco a vida das pessoas, muita gente tomou consciência da importância de buscar informações apuradas e confiáveis para si e para os próximos”, resume. >>> Clique e confira mais dados sobre credibilidade do Datafolha Fake news Segundo Patrícia, os efeitos da desinformação são devastadores e afetam as mais diversas camadas da vida social: política, saúde, economia, educação e cultura. “Neste momento, estamos vivenciando o impacto terrível do negacionismo disseminado por aqueles que, por visão ideológica ou ignorância, não seguem as orientações das autoridades de saúde, promovem aglomerações e não utilizam máscara. Ou seja: desinformação mata. Não é exagero nenhum dizer isso”. Por isso, afirma a presidente do Palavra Aberta, o jornalismo profissional, como o realizado por A Tribuna, é fundamental para interromper esse processo, porque a imprensa está interessada nos fatos, na ciência e na informação em prol da vida. “O jornal completa 127 anos, mas nunca deixou de se modernizar e estar em sintonia com o que o público quer e precisa. Na pandemia, os veículos digitais ganharam ainda mais relevância, com prestação de serviço e muita informação. Logo teremos um novo portal, ainda mais completo e com prestação de serviço. Entendemos que esse o papel de um grupo que escolheu a comunicação qualificada e profissional como negócio: levar informação séria, bem apurada e acessível a todos os públicos, da forma como ele quiser consumir: jornal, rádio, TV ou sites. Esse é o Grupo Tribuna”. (Marcos Clemente Santini, diretor-presidente de A Tribuna). [[legacy_image_64443]] Engajamento A forma como as novas gerações consomem vem mudando, também, a relação entre as marcas e os veículos de comunicação. Atualmente, a questão do engajamento é um pré-requisito das gerações Y e, em especial, da Z, na hora de decidir por um produto. Assim, ao se fazer presente em um canal de informação sério e de credibilidade, as marcas ganham mais força. “Não adianta você produzir e vender o produto de maior qualidade se você não entrega valores, princípios e propósitos”, avalia a jornalista e professora de Marketing e Mídias Sociais nos cursos de Nutrição e Odontologia da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), Natasha Guerrize. Responsabilidade moral Segundo ela, temas como sustentabilidade, diversidade e inclusão são alguns exemplos que fortalecem a marca: comprar de quem não se preocupa com o meio ambiente? Que não acolhe as diferenças? Hoje, fica cada vez mais difícil isso acontecer. “O início das primeiras propagandas, que são um braço do Marketing, não levava em conta a ideia de público-alvo. Para quem não sabe, público-alvo é uma das informações mais importantes que você precisa ter para posicionar e comunicar a sua marca de forma eficiente”, explica a professora. Essa preocupação, detalha Natasha, começa nos anos 1970, na mesma época em que cresce a ideia de Marketing Social, criado por Philip Kotler, e que trabalha a marca atrelada a causas sociais. “E por que isso? Porque precisamos lidar com pessoas. Marketing é conhecer, se envolver com pessoas. O que elas buscam, querem, quais suas dores e que soluções eu posso oferecer para uma comunidade”, diz Natasha. Autenticidade necessária Assim, hoje, a autenticidade se torna um valor necessário e a notícia, um dos produtos de grande capital social para qualquer marca. Veículos de comunicação tradicionais, sejam on ou off-line, ajudam a construir a imagem e a reputação da empresa. “Existe um motivo específico para isso: o caráter não comercial da notícia garante que você tenha um valor mais orgânico para a marca. Só que a marca precisa pregar o que ela diz. Não adianta seguir só por modismo. O público percebe ao longo do tempo se é de verdade ou de mentira”.