[[legacy_image_108382]] O fim do intervalo de 14 dias para a aplicação de vacinas contra a covid-19 e o vírus Influenza, causador da gripe, é visto como positivo por médicos infectologistas ouvidos por A Tribuna. A recomendação é do Ministério da Saúde e foi divulgada nas redes sociais pelo ministro Marcelo Queiroga. A medida deve entrar em vigor em outubro. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Para Leonardo Weissmann, médico do Instituto Emílio Ribas e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a evolução das campanhas de vacinação mostra que o intervalo não se justifica, uma vez que não foram observados efeitos graves. "Pelo demonstrado até o momento, não parece haver riscos. Já conhecemos os efeitos adversos e não se justifica mais manter este intervalo, que acaba atrapalhando a atualização do calendário vacinal com outras vacinas". Já o infectologista Ricardo Hayden destaca que, como a vacina contra a covid-19 era algo novo, sem experiência de aplicação, optou-se pelo intervalo de 14 dias entre ambas, sendo o tempo médio necessário para o corpo desenvolver proteção contra aquele vírus. "Essa conjunção de vacinas tem como estratégia básica aproveitar a presença da pessoa no centro de saúde. Há uma experiência concreta de se fazer multivacinação. Em alguns países, isso é absolutamente frequente". Riscos A infectologista Elisabeth Dotti alerta para a menor cobertura vacinal contra a gripe em comparação com anos anteriores. Para a médica, a decisão é acertada, mas ela demonstra preocupação com um possível agravamento de efeitos colaterais já demonstrados por pessoas que receberam a vacina contra a covid-19, como febre, dor de cabeça e mal-estar. "Tenho medo de um aumento nos efeitos colaterais. Uma pode potencializar não a ação, mas o efeito da outra. Não é um risco para a saúde, mas as pessoas podem ficar assustadas. Você pode ter dor no corpo, febre, um pouco mais acentuados, mas são rápidos. Na relação entre custo e benefício, vale a pena. Depois, fica tudo bem e você acaba garantindo a proteção", afirma Elisabeth.