[[legacy_image_18333]] O índice de resultados positivos em testes para coronavírus na região atingiu, em novembro, a média mais alta desde o início da pandemia: 45,4%. Ou seja, quase a metade dos exames feitos confirmaram a infecção. Clique e Assine A Tribuna por R\$ 1,90 e ganhe acesso ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em lojas, restaurantes e serviços! O total leva em consideração dados obtidos pela Reportagem em três dos principais laboratórios privados de Santos, que atendem pessoas de toda a Baixada Santista. Em outubro, a porcentagem média foi de 37,4%. Entre maio e junho, no pico da pandemia, o índice foi de aproximadamente 41%. Os números são relativos apenas ao teste molecular, o RT-PCR, considerado o mais eficiente e feito com coleta de secreções do nariz e da garanta com um cotonete, no período de sintomas da doença. Detalhes No Laboratório Pasteur, de cada dez pessoas que fizeram o teste em novembro, quatro foram diagnosticadas com a doença. O percentual (40,3%) se aproxima dos meses mais críticos da doença (maio e junho), quando o índice de infectados chegou a 52%. Setembro e outubro haviam registrado 29% e 30%, respectivamente. “Não foi só o percentual de resultados positivos que cresceu, percebemos também uma alta na procura pelo exame RT-PCR de 32% em novembro. As pessoas estão preocupadas e realizando a coleta”, afirma a médica patologista clínica do Pasteur, Flávia Paes. No laboratório Cellula Mater, a procura pelo teste dobrou entre maio e novembro. No mesmo período, a média de positivos foi de 23% para 58%. No mês passado o índice ficou em 49,3%. “Nas últimas duas semanas, principalmente, aumentou muito (a quantidade de positivos)”, diz Carlos Eduardo Pires de Campos, diretor do Cellula Mater. Segundo ele, a fase verde (maior liberação das atividades) contribuiu para isso. Mas as pessoas também estão mais esclarecidas sobre quando fazer o teste. “A maioria dos pacientes que vêm fazer o exame, mais de 90%, já tem algum tipo de sintoma. Antes, muitos faziam só para tirar a dúvida”. No Instituto de Análises Clínicas de Santos (IACS), o índice de confirmações foi de 48% em maio e atingiu o pico em junho, com 51%. Depois, passou a cair, chegando a 33% em outubro. Em novembro, nova elevação: 38% dos testes deram positivo. Prefeituras São Vicente não teve aumento em novembro. Em maio, 57,2% dos 2.544 testes deram positivo na Cidade. Em outubro, foram 1.900 exames, com 45,7% de confirmações. Em novembro, 1.671 coletas e 45,6% de positivos. Em Peruíbe, do total de testes feitos em maio, 24,8% confirmaram a doença, índice que passou para 31,4% em outubro e está em 25,9% em novembro (24% dos testes ainda aguardam resultados). Já em Mongaguá, foram 35,7% de confirmações dos 196 exames de maio, 29% de positivos nos 717 feitos em outubro e um aumento expressivo em novembro: 58,8% dos 946 testes confirmaram a doença na cidade do Litoral Sul.