[[legacy_image_155753]] Os hotéis da Baixada Santista chegaram a 92% de ocupação durante os dias de folga do Carnaval, de acordo com o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Baixada Santista e Vale do Ribeira (SinHoRes). O número superou a expectativa da instituição, de 84%. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo o presidente do SinHoRes, Heitor Gonzalez, disse no Jornal da Tribuna - 1a Edição, da TV Tribuna, o clima foi decisivo para turistas lotarem a região. “O bom tempo contribuiu bastante para esse percentual subir, já que muitos deixam para definir suas viagens em última hora, conforme o comportamento do clima.” Os dados desse último levantamento foram coletados na segunda-feira (28) com hotéis e pousadas de Santos, São Vicente, Guarujá, Bertioga e Praia Grande — que têm cerca de 1.850 acomodações, com capacidade de atendimento para mais de 3,7 mil pessoas. Gonzalez afirmou que as viagens de curta distância são uma das primeiras opções dos turistas neste período de pandemia, e a Baixada Santista é um dos principais destinos. “Principalmente as pessoas que não conseguem planejar suas viagens com antecedência acabam escolhendo por destinos mais próximos. E percebemos que essa será a tendência durante todo o ano, trazendo uma excelente movimentação turística à nossa região”, declarou. Praia, sol e descansoNa areia, foi tempo de descanso para a bancária e empresária Bruna Alexandre, de 30 anos. Moradora da Capital, ela desceu a Serra com quatro amigos e, de última hora, aproveitou o dia na Praia do Gonzaga, em Santos. “Resolvemos vir ontem (segunda) porque o tempo estava bom. Vamos embora hoje (terça) à noite ainda”, disse. Os planos de bate e volta valeram a pena para a turista, que pegou bastante sol durante o dia de ontem. “Está uma delícia, muito bom”, completou. As praias santistas estiveram lotadas no Carnaval. Na areia, era difícil achar barracas ou um espaço para tomar sol. Mesmo assim, a esticada no período de descanso valeu a pena para a família de Marci Nogueirol de Mendonça, de 69 anos. A matriarca da família vai comemorar o aniversário de 70 anos na praia. “Viemos filhos, genro, netos, amigos, a família toda. Está uma delícia, sol todos os dias. Descanso merecido”, disse. A família é de Junqueirópolis, cidade do Interior paulista que fica a 641 quilômetros da Capital. Fica na divisa com Mato Grosso, próximo ao Rio Paraná, e tem cerca de 20 mil habitantes. “É a primeira vez que venho a Santos, mas eles (familiares) já conhecem (a Cidade). É a segunda vez que vêm para cá”, comentou. Bolso cheioO fato de quase não haver locais para clientes se acomodarem na areia foi bom negócio para quem queria ganhar dinheiro. Ambulante há 40 anos, Carlos Alberto Borges Santana, de 51 anos, é dono de uma barraca no Gonzaga. Seu sorriso demonstrava a alegria de um bom movimento do Carnaval. “Não recuperei tudo da pandemia, mas está melhorando bastante. O sol neste período ajudou muito. A maioria dos clientes que estou atendendo hoje são turistas”, descreveu o comerciante. Ele conta que conseguiu manter seus dez funcionários, “com registro”, mesmo com as restrições que houve ao comércio. “Ficamos com as praias paradas. Para nós, que vivemos disto aqui, (a reabertura) é um alívio”, diz ele, que começou vendendo mate gelado na areia. “Vendia mate no tempo em que a gente corria para o mar para fugir dos fiscais. Cheguei a ter mais de dez carrinhos de mate, depois que fui para os drinques”, contou. “A gente está otimista, acredito que, daqui para a frente, as coisas vão melhorar e viveremos normalmente de novo.”