[[legacy_image_82668]] Pré-candidato ao Governo de São Paulo em 2022, o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos (PSOL), defende que tanto a disputa pelo comando do maior estado do País como para a Presidência da República tenham uma frente única de esquerda, que aglutine os partidos que fazem oposição mais radical aos atuais governos paulista e federal. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em visita à região nesta quarta-feira (21), Boulos participou de reuniões com apoiadores e simpatizantes do partido e de outras legendas que apoiam o PSOL. No Grupo Tribuna, foi recebido pelo diretor-presidente de A Tribuna, Marcos Clemente Santini, e pelo diretor de Conteúdo, Alexandre Lopes. Para o pré-candidato, que disputou em 2020 o segundo turno da eleição para a Prefeitura de São Paulo, “só com uma frente única de oposição será possível vencer a máquina tucana em São Paulo e o bolsonarismo em Brasília”. Já há conversas preliminares com PCdoB, PDT e Rede, mas outras legendas de esquerda também serão procuradas. Boulos admite, porém, que essa ainda não é uma questão pacificada dentro do PSOL, que realizará congresso em setembro para debater esse e outros temas. Planos Uma vez confirmado seu nome na convenção do partido, Boulos já traça alguns caminhos para seu plano de governo: mais investimento nas áreas de tecnologia e inovação, pois “precisamos impulsionar outros modelos de desenvolvimento econômico”; sustentabilidade ambiental, por ser “uma agenda da qual não podemos nos dissociar”; e combate à desigualdade social, com programas nas áreas de Habitação, Saúde e Educação. “Também precisamos valorizar o servidor público do Estado. Não é possível que um professor da rede pública continue sendo tão mal remunerado”, diz, atribuindo a esse fator um dos motivos do desinteresse dos jovens pela carreira. E de onde viriam os recursos para esses programas sociais e para melhorar os salários dos servidores? Segundo o pré-candidato, há uma “gestão equivocada” do orçamento estadual. “Os recursos do orçamento precisam ser investidos em melhorias e desenvolvimento. O caixa não pode funcionar como um banco, com dinheiro parado à espera de rendimentos”. Fundo eleitoral Boulos critica fortemente o reajuste do fundo eleitoral, aprovado pelo Congresso na semana passada, que elevará os gastos públicos com os partidos a quase R\$ 6 bilhões em 2022. A medida ainda passará pelo crivo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que já adiantou vetar o reajuste. Boulos acredita que o financiamento público para as campanhas ainda é a melhor alternativa para evitar a troca de favores e a corrupção decorrentes das doações privadas, mas chama de “inaceitável” o valor aprovado pelo Congresso. “Eu acho que as verbas precisam ser calculadas com critério, conforme a relevância e representatividade de cada partido, mas dentro do bom senso. Faltando comida e emprego no País, como é possível pensar em quase R\$ 6 bilhões para essa finalidade?” Amadurecimento Questionado sobre a diferença entre o Guilherme Boulos candidato de 2018 e o Guilherme Boulos candidato de 2022, o psolista diz que há três anos, quando disputou a Presidência da República, não teve espaço adequado para defender suas ideias e debater o País. Ele ficou em 10º lugar, com 0,58% dos votos. Em 2020, na disputa pela Prefeitura de São Paulo, foi para o segundo turno e ganhou mais visibilidade. “Ali consegui mostrar quais eram nossas propostas, o que defendemos. Era o mesmo Boulos, um pouco mais maduro”. Boulos está visitando todas as regiões do Estado, no que o partido chama de Virada Paulista. Já esteve em Campinas, Vale do Paraíba, Alto Tietê e, ontem, Baixada Santista. Agora, irá para Grande São Paulo e Interior.